Morreu às 14h30 de ontem, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital da Providência, em Apucarana, o estudante Maicon Fernando Leite, 13 anos. Segundo o neurologista Eudilson Mendonça, Maicon sofreu traumatismo craniano e desde o acidente, no domingo, já estava em estágio de morte cerebral. Maicon e seu colega Éderson Torges, 16 anos, foram atropelados na madrugada de domingo, na Avenida Paraná, acesso principal a Jandaia do Sul, por uma Brasília dirigida pelo radialista Deusdete Tadeu da Fonseca, 38 anos. Éderson morreu no local do acidente. Submetido ao teste de bafômetro, constatou-se que o radialista dirigia embriagado.
Ao comparecerem ontem no Instituto Médico-Legal (IML) de Apucarana para a liberação do corpo, familiares de Maicon reiteraram que querem justiça para punir o responsável pelo atropelamento. ‘‘Isso não foi acidente, e sim um crime, porque o radialista estava alcoolizado e atropelou os garotos na contramão’’, declarou o empresário Pedro Paulo Mushalski, tio de Maicon.
Para ele, a polícia não deveria ter colocado o autor do atropelamento em liberdade. ‘‘Temos testemunhas de que ele queria fugir do local e de que foi dada voz de prisão’’, comentou revoltado o empresário, acrescentando que, ‘‘se fosse outra pessoa qualquer, provavelmente teria ficado preso, mas trata-se de um repórter’’.
Familiares das vítimas também anunciaram ontem que estão contratando advogados para acionarem Deusdete Tadeu da Fonseca e a empresa para a qual ele trabalhava, a Rádio Cidade de Jandaia do Sul. De acordo com Pedro Paulo Mushalski, até agora ninguém procurou as famílias dos dois garotos sequer para pagar as despesas de sepultamento. O empresário disse que as famílias não pretendem organizar qualquer tipo de manifestação, mas estão clamando por justiça.
O sepultamento de Maicon será realizado na manhã de hoje, no Cemitério Municipal de Jandaia do Sul.

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