Milton DóriaRodos em açãoFuncionário trabalha para remover água no ginásio do Moringão: chuvas podem até adiar jogos do basqueteTrês anos depois de reformado pela administração Luiz Eduardo Cheida (PT), o ginásio de esportes Moringão continua apresentando graves problemas e vai passar por nova reforma. O assessor de esportes da Prefeitura, Paulo Vicente Viana, informou ontem que já está reservada no orçamento municipal deste ano verba de R$ 50 mil que servirá, entre outras obras, para consertar telhado, calhas, banheiros, alojamentos e pintura.
‘‘O Orçamento está na Câmara e, assim que for aprovado, vamos começar. Espero que seja em abril. E desta vez não quero fazer remendos, mas um trabalho definitivo’’, diz Viana.
O secretário de Obras do Município, José Righi de Oliveira, visitará amanhã o ginásio e também pretende avaliar os problemas mais graves para sugerir soluções.
A reforma vem em boa hora. Por causa de problemas nas calhas, sempre que chove a água acaba inundando banheiros, escorre pelas arquibancadas e chega a invadir a quadra. Mesmo de longe, é possível observar buracos abertos pela ferrugem no sistema de escoamento. Por isso, há inclusive risco de adiar jogos.
E não é só: as bocas-de-lobo, que estão do lado de fora do Moringão, também não dão conta do volume de água, que acaba escoando para dentro do ginásio. Quando a chuva é muito forte, cai água até pela laje, dentro do banheiro. Em função das péssimas condições da instalação elétrica, a administração do ginásio também deixou de alugar os alojamentos até o problema ser resolvido definitivamente.
O encarregado de manutenção do Moringão, Isaías Ramos Corrêa, conta que no último domingo - dia de jogo entre Grêmio Londrinense e Vasco da Gama, pelo Campeonato Brasileiro de Basquete Masculino - foi um sufoco. Choveu muito na noite de sábado e ele foi obrigado a acionar funcionários que trabalham no ginásio, e que estavam de folga no final de semana, para tentar tirar a água da quadra. A sorte é que não choveu durante o jogo.
‘‘A calha está toda danificada. Se chover durante uma partida acho que não vai ter jeito, vamos ter que cancelar’’, avalia Isaías Corrêa. Ele conta que começou a trabalhar na extinta Autarquia Municipal de Esporte e Turismo (Ametur) em 1975, justamente no Moringão. ‘‘Sempre foi assim. Choveu e pronto: a água invade o banheiro, cai pela laje.’’
Depois de ficar quase 10 anos fora do ginásio - trabalhando no Estádio do Café e outros departamentos da Ametur -, Isaías voltou ao Moringão em janeiro deste ano e não acompanhou a reforma no ginásio feita em 95 pela Prefeitura, em parceria com banco Bamerindus e tintas Suvinil. Na época, o orçamento total da obra era estimado em aproximadamente R$ 200 mil. Para o atual encarregado de manutenção, no entanto, a reforma ficou limitada à pintura e à troca do piso da quadra.
Essa é a mesma avaliação do assessor Paulo Vicente Viana. ‘‘Passaram uma tinta azul no Moringão e pintaram a quadra’’, diz ele. ‘‘Eu, particularmente, não vejo onde foi aplicado o dinheiro.’’

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