Morar perto de bares, cemitérios e igrejas pode representar o fim da tranquilidade
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quinta-feira, 09 de fevereiro de 2012
Redação FolhaWeb 
Ao chegar em casa o que a maioria das pessoas mais deseja é um pouco de sossego para recarregar as energias. Porém, ficar em paz é quase impossível quando os vizinhos não colaboram. O sentimento de serenidade se torna um artigo raro para quem é obrigado a conviver com barulho e outros incômodos que ocorrem com frequência a poucos metros do que deveria ser apenas o seu tão sonhado lar doce lar.
Quando uma igreja evangélica passou a ocupar um imóvel quase em frente à sua residência, na Zona Oeste de Londrina, um morador que prefere manter o nome no anonimato nunca imaginou que isso representaria o fim de suas tardes e noites silenciosas. Ele diz que já reclamou com alguns pastores e que alguns até se sensibilizaram com a situação, porém o problema não foi resolvido.
Morar próximo próximo a points badalados não tem apenas pontos positivos. O crescente desenvolvimento da Gleba Palhano trouxe alguns incômodos a um morador de um morador de um condomínio residencial que fica na Avenida Madre Leônia Milito.
''Não tenho queixas em relação aos bares e boates que ficam a poucos metros daqui. O problema são os motoristas que passam com som altíssimo, principalmente de madrugada. Quando a gente está acordado não é possível ver televisão. Também é comum acordarmos no meio da noite com a música alta, os gritos e as freadas bruscas'', queixa-se ele, que prefere não se identificar.
Apesar de gostar muito da casa que construiu e da vizinhança que considera tranquila, o motorista José Antonio dos Santos já pensou em vender o imóvel diversas vezes por conta da grande quantidade de baratas que costumam invadir sua residência. Há 10 anos ele mora ao lado do Cemitério Jardim da Saudade, na Zona Norte, e diz que ainda ainda hoje se espanta com o problema.
A costureira Francisca Oliveira Moritz diz que já se acostumou a presenciar situações absurdas que acontecem bem em frente à casa onde reside há quatro anos. ''Já vi gente tirando a roupa e correndo pelada no meio da rua. Cenas de enfermeiros correndo atrás de paciente também são constantes, assim como os gritos de pessoas alteradas que me acordam de madrugada'', relata.
Tudo isso acontece porque ela mora próximo a um Centro de Atenção Psicosocial que oferece atendimento a pessoas com transtornos mentais.
Leia mais na reportagem de Marcos Roman
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