Os moradores de Serranópolis (Oeste) e Capanema (Sudoeste) voltaram a ocupar, anteontem, uma das extremidades da Estrada do Colono - que corta o parque Nacional do Iguaçu. A ocupação, segundo eles, é uma medida preventiva para defender o fechamento do local anunciado pelo Ministério do Meio Ambiente.
Os moradores montaram barracas próximas à extremidade da estrada que dá acesso à balsa que faz a travessia pelo Rio Iguaçu. Eles também protestam pela ameaça da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) de retirar o título de Patrimônio da Humanidade, concedido ao parque, caso a estrada continue aberta.
A tensão na Estrada do Colono começou depois que o ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, afirmou que ela deveria permanecer fechada até que fosse concluído um estudo técnico da área que está sendo feito pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O ministro também teria anunciado que a Polícia Federal aguardava apenas a liberação de verba para fazer a desocupação da área.
O assessor da Associação de Integração Comunitária Pró-Estrada do Colono (Aipopec), Sadi de Oliveira, confirmou ontem que a reocupação visa evitar que a polícia interdite a estrada. ‘‘Nós não queremos confrontar com a polícia, mas se for preciso estamos preparados’’, afirmou. Segundo ele, o deputado Werner Wanderer (PFL) teria conversado com Sarney Filho, que garantiu não tomar nenhuma medida drástica com relação à estrada nos próximos dias.
A Estrada do Colono tem 17,6 quilômetros e liga as regiões Oeste e Sudoeste através do Parque Nacional, encurtando o caminho em 120 quilômetros. Os moradores que administram a estrada cobram pedágio de R$ 5,00 para veículos de passeio e R$ 8,00 para caminhões, ônibus e utilitários.

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