Comerciantes e famílias que têm imóveis com bocas-de-lobo em frente ao comércio ou suas casas estão pedindo, ultimamente, para não chover. A cada chuva os bueiros entupidos fazem com que a água transborde, inundando estabelecimentos comerciais. ''O bueiro entope e a água não escorre de jeito nenhum'', disse o vendedor Celso Galindo, 35 anos, sobre a boca-de-lobo na esquina das ruas Guaporé e Araguaia.
O comerciante Leonildo Hilário Paiva, 45 anos, que trabalha na mesma rua, sofre ainda mais. ''Depois da chuva vem o mau-cheiro'', criticou. Para amenizar o problema, Paiva coloca um papelão para suportar o fedor. ''Só assim conseguimos aguentar o dia todo'', salientou.
Para a comerciante Márcia Valéria Saranz, que trabalha em uma loja de materiais elétricos na esquina da Avenida Jorge Casoni e Rua Othelo Zeloni, não adianta apenas limpar. Segundo ela, outras duas medidas são urgentes e necessárias: uma campanha de conscientização para que os cidadãos não joguem lixo no chão e a instalação imediata de lixeiras nas ruas.
Esta também é a opinião de Tochitane Misti. ''A comunidade e o Estado devem unir forças e iniciar um processo de conscientização. Já o município deve colocar mais lixeiras nas ruas'', complementou. Ela considera que ''espalhar lixo pelas ruas e utilizar bueiros como lata de lixo é uma afronta ao meio ambiente''. Para ela, ''isto é uma demonstração de ignorância, falta de educação e ausência de cidadania''.
O diretor de Viação da Secretaria de Obras, Antônio Ursi, afirmou que o caminhão que desentope bueiros está em operação das 7 horas às 17 horas. Entretanto, disse que não tem mão-de-obra para efetuar a limpeza. Ele informou ainda que o caminhão está trabalhando para atender as emergências e os pedidos feitos por telefone.
A diretora de Operações da Companhia Municipal de Transporte e Urbanização (CMTU), Rosimeire Suzuki Lima, disse que está tudo ''encaminhado'' para que a empresa terceirizada de limpeza, a Ecosystem, inicie a varrição na cidade na próxima quarta-feira. Ela não quis afirmar a programação com exatidão. Argumentou também que ''a responsabilidade sobre os bueiros deverá ser compartilhada pela empresa terceirizada de varrição''. Até lá, admitiu Rosimeire, os cidadãos precisam ter paciência. Ontem, 25 trabalhadores das frentes de trabalho varriam o centro da cidade.
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