Moradores dos jardins Pindorama, Carlota e Fraternidade, na Zona Leste de Londrina, estão preocupados com a situação da área do Marco Zero, localizada na Avenida Theodoro Victorelli e que é vizinha dos bairros citados. A comunidade alega que em dias de chuva galhos, troncos e mesmo árvores inteiras, comprometidas pela idade avançada, caem sobre as casas e sobre uma viela que vai da avenida até a Rua Santa Filomena. Além disso, a água que circula pela mata provocaria alagamentos nas cercanias.
A chuva de anteontem fez com que uma árvore caísse sobre a casa do pintor José Altair, que mora na região há cerca de 30 anos. ''Já aconteceu de cair uma em cima do meu muro, há uns dois anos. A empresa que administra a área do Marco Zero teve que pagar o prejuízo'', conta o morador. A árvore que caiu anteontem não provocou grandes estragos e foi retirada por funcionários de uma empresa contratada pela prefeitura.
O presidente da associação de moradores local, Alexandre Colognhezi, alega que já foram feitos contatos com a Secretaria Municipal do Ambiente (Sema), mas os problemas não foram resolvidos. ''Fica um empurra-empurra, não sabemos a quem cabe solucionar a questão'', alega. ''Em toda cidade, o Marco Zero é bem cuidado. Aqui, foi esquecido pela prefeitura. Tanto que ninguém sabe onde fica o Marco Zero de Londrina'', critica Altair.
O diretor operacional da Sema, Gérson Galdino, argumenta que a prefeitura não pode fazer muita coisa, pois a área do Marco Zero é propriedade privada. ''Se tem árvore podre no local, vamos procurar a empresa e conversar. Se acontecer algum acidente, ela pode ser responsabilizada'', diz ele. A Folha apurou que a empresa que mantém a área é a Coinbra, que trabalha com comércio e processamento de grãos. Ontem, a reportagem não conseguiu contato com o gerente local da companhia - ele estaria fora da cidade.

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