Moradores têm histórias de vida muito parecidas
Rosalina Chaves tem 22 anos, já é mãe de três filhos e o marido está preso. Ela mora num puxado ao lado da casa da mãe. Todos vieram do municípios de Dois Vizinhos onde trabalhavam como bóias-frias nas lavouras de milho e soja. Em 1989 chegaram a Curitiba atraídos pela possibilidade de uma vida melhor. Foi pior. A gente não conseguiu emprego e meu marido foi preso por roubo, conta Rosalina. Ela se queixa da falta do salário mínimo do Tudo Limpo e da diminuição dos produtos da cesta-básica.
Segundo ela, tiraram da cesta sabonete, creme dental, cinco quilos de arroz, quatro de farinha de trigo, uma lata de sardinha, uma margarina, um doce, dois pacotes de bolacha, dois pacotes de leite e seis rolos de papel higiênico. Antes a gente recebia bem mais, agora só dá para uns dias, reclama. Rosalina não tem pai e a mãe dela é carrinheira. Os catadores recebem R$ 0,05 pelo quilo de papel e R$ 0,02, pelo de plástico.
O conjunto Ilha do Mel não tem iluminação pública mesmo sendo cobrada nas contas de energia elétrica. Os moradores são atendidos pelo posto de Saúde Uberaba e por dois colégios estaduais. A expectativa de melhora de vida depende do programa da prefeitura Da Rua Para a Escola, que doa uma cesta básica por mês para as famílias que mantiverem os filhos na escola.





