Moradores se unem e trocam lâmpadas de praças
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segunda-feira, 23 de junho de 2008
Marta Ortega<br>Reportagem Local 
Cansados de esperar uma solução que esbarra na burocracia, moradores do Jardim Sabará (Zona Oeste de Londrina), decidiram se unir e, após arrecadar R$ 450, conseguiram trocar as lâmpadas em duas praças do bairro. O dinheiro pagou o serviço do guindaste utilizado na troca das lâmpadas instaladas nos superpostes, que têm quase 20 metros de altura.
As lâmpadas estão queimadas há quase dois anos, colocando em risco a segurança da comunidade. ''Elas foram instaladas em setembro de 2007 e queimaram por causa do tempo de uso. Se não fosse a união dos moradores, ainda estaríamos no escuro. Esse foi o único jeito de resolver o problema. Cada um deu um pouco'', resumiu o presidente da Associação dos Moradores do Jardim Sabará, José Aparecido Milani.
Segundo ele, as duas praças onde estão instalados os superpostes eram muito utilizadas. ''Infelizmente, quem sofre com o problema é a comunidade, que resolveu se unir. Não ficou pesado para ninguém, mas se não fizéssemos isso, continuaríamos no escuro por muito tempo.''
Uma das praças, entre a Avenida Arthur Thomas e a Rua Pero Fernandes Sardinha, foi o primeiro local onde as lâmpadas foram trocadas. Utilizado como uma área de esporte e lazer, o local tem pista de caminhada e campo de futebol. A outra troca aconteceu na praça próxima à Escola Municipal Cecília Hermínia Gonçalves, onde funciona também o centro comunitário.
Na Justiça
Esta não é a primeira vez que as pessoas se unem para resolver um problema que cabe à prefeitura. De acordo com o próprio secretário municipal de Obras, Aloysio Crescentini de Freitas, outros moradores e um empresário já se uniram e pagaram um guindaste para trocar lâmpadas. ''Não é um serviço caro e as pessoas acabam dando um jeito.''
A licitação para escolher uma empresa responsável pelo fornecimento de máquinas e guindaste à prefeitura foi concluída em janeiro deste ano. Mas, segundo Freitas, por não possuir o guindaste disponível, a segunda empresa vencedora foi solicitada. Também sem guindaste, o secretário resolveu terceirizar o serviço, mas o processo foi barrado por um mandado de segurança. ''Infelizmente não temos eficiência. Se eu terceirizar o serviço será muito mais prático, mas nem isso estamos conseguindo'', afirmou. O processo deve se arrastar por muito tempo. ''Essa coisa de Justiça é complicada. Não dá para ter uma previsão'', justificou.
De acordo com o técnico em eletrotécnica da prefeitura, Nilson Ramos, são 110 locais na cidade que possuem os superpostes, totalizando 170 unidades. Cada um tem oito lâmpadas. ''Na maioria deles existe problema'', afirmou. A situação mais crítica, segundo o técnico, acontece na Avenida Curitiba, próximo ao Terminal do Milton Gavetti (Zona Norte). Neste local, a maioria dos 18 superpostes precisa de manutenção. ''Muitos postes tiveram os cabos roubados e teriam que ter toda essa fiação refeita'', explicou o técnico.
A informação é de que a prefeitura deve instalar luminárias (que já estão sendo licitadas) e avaliar a situação dos superpostes. ''Os que puderem ser recuperados serão, mas os demais ficarão inutilizados e novos postes serão instalados'', afirmou Ramos.


