UMUARAMA - Moradores das áreas mais críticas do arquipélago de Ilha Grande, no Rio Paraná, estão se recusando a deixar suas casas. A orientação começou a ser feita ontem por uma equipe do Corpo de Bombeiros. Eles fizeram nova medição no Rio Paraná e constataram que o nível das águas estava 2,6 metros acima do normal, um pouco maior que o registrado no final da semana.
A cheia ainda não causou estragos. O Corpo de Bombeiros está sendo tolerante com os ilhéus que não querem deixar as casas. ‘‘Por enquanto estamos apenas realizando um trabalho preventivo’’, disse o capitão Geraldo Domaneschi. Pelo menos 100 famílias habitam a Ilha Grande, a maior do arquipélago, na região de Umuarama.
Na semana passada, os criadores de gado dos pontos mais baixos transportaram os animais para áreas seguras. Eles resolveram se precaver para evitar os transtornos de 95, quando a água encobriu boa parte do arquipélago e ameaçou as criações.
Os técnicos da Companhia Energética de São Paulo (Cesp) informaram que a liberação das duas hidrelétricas que influenciam no nível do Rio Paraná está sendo mantida desde terça-feira da semana passada. A vazão das comportas da Hidrelétrica de Jupiá continuava ontem em 13 mil metros cúbicos por segundo, considerada normal pelos técnicos.
Para a Cesp, se não chover forte na cabeceira do rio, em Minas Gerais, é provável que o nível atual seja mantido no Noroeste do Estado. ‘‘A dificuldade será se adaptar à cheia que já existe’’, disse o técnico do Serviço de Atendimento, Roberto Fernandes. Segundo Domaneschi, em caso de necessidade, a Defesa Civil já confirmou ajuda para compra de combustíveis e lonas plásticas.

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