Londrina - Moradores da Zona Norte de Londrina estão coletando assinaturas contra o projeto de lei, de autoria da prefeitura, que prevê a revisão da Planta Genérica de Valores do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). Durante a tarde de ontem representantes dos jardins Santa Mônica, Pacaembu, Alpes, Itália, Itamaracá, Progresso e Paulista (zona norte) estiveram na Associação de Moradores do Jardim Santa Mônica para discutir o problema e protestar contra o aumento.
De acordo com o advogado Jorge Custódio, que encabeça o movimento, os moradores se assustaram com a simulação que fizeram de acordo com os novos valores propostos pela prefeitura no site (http://goo.gl/ICXMv6). "Quando eles viram a diferença, ficaram espantados. Em alguns casos o IPTU subiria de R$ 700 para R$ 1,2 mil. Há casos de aumentos de até 95% sobre os valores do ano passado", destacou o advogado. Pelo menos 90% de todos os imóveis da cidades terão os valores revisados para cima e, dependendo da região, o aumento pode atingir até 300%.
Segundo ele, a região compreende cerca de 5 mil moradores e sempre foi uma região que sofreu durante muito tempo com a existência de um frigorífico. "Há dez anos conseguimos mobilizar a população da região para impedir que o frigorífico permanecesse aqui". Ele destacou que depois que o shopping foi para a região, as casas começaram a valorizar, mas o aumento do IPTU está sendo acima do que estavam projetando.
Custódio afirmou que o "novo" IPTU, proposto pela prefeitura, não corresponde ao aumento de renda dos trabalhadores da região norte. Ele destacou, ainda, que um reajuste tributário aceitável não deveria passar do índice da inflação. "Os bairros da região ainda apresentam problemas. Os fundos de vale ainda não foram revitalizados", afirmou.
O advogado acrescentou que as casas da região não foram adquiridas visando a especulação imobiliária. "Se você analisar, 99% dos imóveis são ocupados por moradores fixos, pessoas que adquiriram ou construíram o imóvel para morar neles", argumentou.
Os moradores pretendem coletar mil assinaturas e entregar o documento ao prefeito Alexandre Kireeff. (com Equipe Bonde)

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