Moradores se mobilizam contra aterro
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segunda-feira, 31 de maio de 2004
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
Moradores do Jardim Coroados (Zona Oeste de Londrina) entregaram ontem à tarde ao chefe regional do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Ney Paulo, um abaixo-assinado contra a instalação do aterro sanitário na área. O terreno no Coroados é um dos três que passaram por estudo de impacto ambiental solicitado pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). Ao todo, o documento reuniu 245 assinaturas, entre as 68 propriedades do bairro.
Além da entrega do abaixo-assinado, o grupo solicitou uma audiência pública entre a Companhia, o IAP e a comunidade tão logo saia o parecer técnico requerido pelos moradores e pela Promotoria de Defesa do Meio Ambiente, em abril passado, à Universidade Estadual de Londrina e à Secretaria Municipal de Educação.
Segundo a representante dos moradores do Coroados, a jornalista Suzana Rockembach, a posição contrária se justifica, sobretudo, pelos riscos de contaminação de mananciais apontados pelo estudo de impacto ambiental. ''Se houver algum acidente no aterro, em 166 dias é contaminado o Ribeirão dos Apertados, que abastece tanto Londrina quanto Cambé'', citou. De acordo com Suzana, a intenção é conseguir que, das 27 áreas previamente analisadas, ''sejam escolhidas outras que não ofereçam risco ao abastecimento público de água''. Além do Jardim Coroados, também foram selecionados para análise terrenos no Patrimônio Três Bocas e no Distrito Maravilha, ambos na Zona Sul.
Conforme Ney Paulo, a contestação encaminhada ontem será anexada à entregue semana passada por moradores do Três Bocas. A definição da área, comentou, deve ficar para julho ou agosto, ''se tudo correr bem, porque o processo é bastante polêmico''. Quando sair o parecer do Instituto, acrescentou, será marcada uma audiência pública para que a comunidade do local se manifeste.


