Onde antes havia animados bailes, hoje o abandono predomina. Esse é o cenário do Centro Comunitário do Conjunto Violin, localizado na Zona Norte de Londrina. Vidros e telhas estão quebrados e o imóvel cada vez mais deteriorado. O abandono é consequência da administração inadequada do local.
Por outro lado, os centros comunitários bem administrados tornam-se um ponto de encontro dos moradores e sede de diversas comunidades. Um exemplo é o centro do Jardim Alpes, também na Zona Norte. O espaço é usado intensamente, com atividades que vão da ginástica a aulas de religião.
O presidente da Associação de Moradores do Jardim Alpes, Amarildo Lopes, ressalta que a participação da comunidade é intensa. Além do salão, que é alugado para festas, também há um campo de futebol e uma cancha de bocha. A administração fica por conta de um grupo de voluntários, que se responsabiliza pela manutenção. ''Temos atividades de segunda a domingo. É isso que ajuda a garantir a conservação do local'', afirma.
Duas noites por semana, por exemplo, um grupo de moradoras faz ginástica com orientação de uma professora voluntária, que também é moradora do Jardim Alpes. Para a instrutora Edina Polo, mais que uma atividade física, as reuniões são uma oportunidade de fazer amizades.
''A amizade começou por causa da ginástica, mas agora não depende dos encontros aqui no centro. Nós nos reunimos fora daqui também. Mas não teria como manter a ginástica se não houvesse um espaço como esse'', declara. A dona-de-casa Neide Gomes, que participa das aulas há três anos, conta que também frequenta as celebrações religiosas no local. ''Meu filho faz catequese aqui. O centro é bem usado por todos'', diz.
E quando o espaço comunitário não é usado, a consequência é sentida por todos do bairro e, principalmente, pela vizinhança. Dona de um estabelecimento comercial na frente do Centro Comunitário do Violin, Maria Helena Barbieri lembra do saudade do tempo em que o centro abrigava o forró nos fins-de-semana. ''Vinha gente até do Centro para o baile. Eu trabalhava até as 5 horas da manhã. Mas faz uns seis anos que está abandonado e chegou até a virar mocó'', relata.
Para o corretor de café Francisco Vieira de Queiroz, que mora há 22 anos na região, o bairro não apresenta tantos problemas. A única queixa é em relação à falta de um espaço adequado para as crianças brincarem. Uma situação que poderia ser resolvida com a reativação do centro. ''A associação deveria se unir com a prefeitura para dar uma arrumada e colocar uma pessoa para cuidar'', sugere.

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