Moradores se arriscam na linha férrea
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segunda-feira, 30 de junho de 2008
Fernanda Borges<br>Reportagem Local 
Cambé - Todos os dias, o morador do Jardim Flórida (Zona Norte de Cambé), Antônio Reis Santos, precisa andar cerca de três quilômetros para desviar dos trens e assim atravessar a linha férrea com segurança para chegar à Área Central. A rotina do morador é a mesma de outros 20 mil habitantes que vivem nos bairros do lado oposto da linha, por onde passam os trens da América Latina Logística (ALL).
''Isso acontece porque pelo menos umas três vezes por dia o trem pára aqui para fazer manobras'', informa Santos. Segundo eles, muitos moradores se arriscam e, ao invés de desviar, passam entre os vagões. ''É comum a gente ver idosos tendo que se pendurar nos vagões para conseguir passar para o outro lado.''
O problema dos moradores poderá ser resolvido nos próximos meses. Segundo o secretário de Estado dos Transportes, Rogério Tizzot, o edital de concorrência para a construção de uma trincheira no local será lançado nesta semana. ''A obra já está decidida, precisamos apenas aguardar todo esse processo. O recurso, que totaliza R$ 3,5 milhões também já foi liberado pelo governador'', disse Tizzot, que esteve na região na semana passada.
De acordo com o secretário de Planejamento de Cambé, Fausto Anami, o viaduto de transposição da rede férrea deve ser construído em seis meses. Ele explicou que o município entrou com uma contrapartida, realizando o alargamento da Rua Curitiba (paralela à linha férrea), que vai faciliar ainda mais o tráfego de pedestres. ''O viaduto vai ligar a Rua Belo Horizonte à Rua Curitiba. O trem passará por baixo. O viaduto contará com duas pistas separadas por canteiros e com calçadas nos dois lados o que vai facilitar muito o acesso de veículos, mas principalmente dos pedestres'', comentou o secretário.
Para o presidente da Associação de Moradores do Jardim Cristal, Natalino Aparecido Moreira, o risco de acidentes é constante. ''(o viaduto) vai ajudar muito. Moro aqui há 15 anos e não aguentamos mais ver pessoas idosas subindo por cima de vagões para chegar no outro lado. Tomara que a obra saia o mais rápido possível'', comentou.


