Moradores se arriscam ao atravessar ponte
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quarta-feira, 03 de julho de 2013
Paulo Monteiro<br>Equipe NossoDia 
Além de disposição, os pedestres precisam de muita coragem para caminhar sobre a ponte da Avenida Hugo Seben, na zona oeste de Londrina. A estrutura liga Cambé e Londrina e está localizada entre os jardins Novo Bandeirantes e Avelino Vieira. Os moradores reclamam que o problema se arrasta há anos e o comprometimento é total, mas principalmente nas laterais. A situação piorou com a chuva da última semana.
A via é uma das poucas alternativas para os moradores circularem de um bairro ao outro. Quem passa a pé pelo trecho, devido à falta de calçada, precisa se arriscar entre carros, ônibus, caminhões e motocicletas. À noite, a escuridão piora ainda mais a situação e aumenta os riscos.
Os moradores são obrigados a passar a poucos centímetros de um dos buracos, que tem aproximadamente cinco metros de profundidade. "Eu já caí aqui. A gente só tem esse espacinho para passar e, para não ser atropelada por um ônibus, me joguei uma vez", relembrou Marieta Ribeiro de Aquino, moradora do Novo Bandeirantes, em Cambé. "Meu filho foi atropelado por uma moto numa dessas noites. Ele estava indo pra escola e por causa da escuridão o motoqueiro não o enxergou", completou.
"Aqui não passam dois caminhões ou ônibus de uma vez só. O asfalto foi caindo e a cada dia esta rua fica mais estreita", mostrou a dona de casa Maria Aparecida Ferreira. O problema existe há vários anos. "Faz uns três ou quatro que está assim. Eles sempre começam a mexer nesse lugar, mas quando chove tudo cai de novo", criticou Dirce Vinhoto, do Avelino Vieira.
De acordo com o secretário de Obras de Cambé, Osmarino Manzoni, o trecho pertence a Londrina. Mesmo assim, ele afirmou que sua secretaria participará do processo de recuperação em conjunto com o município vizinho.
O secretário de Obras de Londrina, Sandro Nóbrega, não precisou uma data para o início do conserto. "Não há um projeto ainda para aquela situação. Existe sim uma conversa do que poderemos fazer", salientou. "Pedimos apoio ao governo estadual para que nos forneça a estrutura da obra, para só depois iniciá-la. Mas não tivemos resposta. O objetivo é começar após o período de chuvas."


