Moradores dos jardins do Sol, Santa Rita e Nossa Senhora da Paz (zona oeste de Londrina) realizariam ontem à noite reunião para discutir a possível retirada do semáforo da Avenida Brasília, considerado um dos pontos de maior frequência de assaltos. Há cerca de um mês, reunião entre a Concessionária Econorte, responsável pela avenida, e representantes da Secretaria de Obras e da Câmara de Vereadores teria apontado a retirada do semáforo como uma solução ''barata e rápida'' para solucionar o problema. Ontem, participariam representantes da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Bratac, Polícia Militar, Econorte, Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) e da Câmara de Vereadores.
''Consideramos essa solução absurda, que fere o nosso direito de ir e vir. Se isso acontecer, vamos ter que usar o retorno das avenidas Rio Branco ou Leste-Oeste, mais distante, e o tráfego vai ser contínuo, aumentando a possibilidade de ocorrerem mais acidentes'', afirmou um dos moradores e organizadores da reunião, Valdemir dos Santos.
Segundo informações do coordenador da Secretaria de Obras, Joaquim Varga, estudo feito pelo Ippul indicou que, nos horários de pico, o fluxo de pedestre não passaria de 10 a 15 pessoas por hora quantidade que não justificaria a construção de uma passarela. ''Isso é indicado apenas quando o fluxo é no mínimo cinco vezes maior'', disse.
Na sua avaliação, o estudo também apontou que uma rotatória alongada seria o ideal para diminuir o risco de assaltos, já que os carros não ficariam mais parados no semáforo. Além disso, a velocidade também seria reduzida, o que não impediria o tráfego de pedestres em faixas apropriadas. O orçamento previsto para as adaptações seria de R$ 300 mil. ''Só retirar o semáforo é imprudente'', destacou.
O gerente de projetos da Econorte, Dilson Pelisson, reinterou ontem que a retirada do semáforo seria a melhor opção, mas garantiu que, se sua permanência for desejo da maioria dos moradores, irá acatá-la. ''Na reunião anterior, um vereador que representava os moradores concordou que aquela era a melhor solução'', disse. Ele também informou que a empresa não teria condições de realizar a construção da rotatória este ano.
Na opinião do diretor da Fiação de Seda Bratac, Hélio Mizokoshi, problema no local é basicamente social. ''Parece que o poder público só está preocupado com os motoristas, quando os moradores são as principais vítimas da violência e vivem em condições degradantes'', comentou.

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