Moradores são contra reativação de pedreira
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domingo, 17 de setembro de 2006
Fernanda Borges<br>Reportagem Local 
O mau tempo não evitou que representantes de ONGs ambientais e moradores dos Conjuntos Cafezal I, II, III e IV passassem a manhã de ontem distribuindo panfletos explicativos e recolhendo assinaturas para um abaixo-assinado contra a reabertura da antiga pedreira do Departamento de Estradas e Rodagem (DER), localizada nas proximidades do Conjunto Jamile Dequech.
Mensagens como ''Seu maior patrimônio é a sua casa. Diga não à reativação da pedreira'' completaram o protesto, que reuniu cerca de trinta pessoas da ONG Arte de Viver, do Serviço Ambiental Voluntário (Salvo) e estudantes de escolas da região, na praça da Avenida Presidente Gaspar Dutra, além de mobilizar moradores da região que frequentavam a Feira Livre no local.
Segundo a voluntária do Salvo, Jackeline Lourenço Aristides, a empresa que pretende reativar o local, teria apresentado um projeto ao Conselho Municipal do Meio Ambiente (Consema), porém, o documento teria sido reprovado. ''O conselho ainda não recebeu o novo projeto constando novas adequações que a empresa teria que fazer. Já recolhemos duas mil assinaturas e queremos conseguir ainda mais. Todos são contra a reabertura do local pois causaria muitos danos aos moradores. As ONGs sugerem que o local seja revitalizado para uma área de lazer para os moradores da Zona Sul'', disse.
O coordenador do Salvo, Célio Camilo, explicou que, quando a pedreira funcionava, há cerca de 20 anos atrás, moradores da região tiveram diversos prejuízos com problemas relacionados ao barulho, poluição e rachaduras nas casas. ''Até hoje existem ações judiciais pelos danos causados a diversos moradores. Os riscos que as pessoas correm são diversos com os estilhaços causados pelas explosões das dinamites, além da poluição''.
O segurança José Moreira da Silva, morador do bairro há cerca de dez anos, comenta que apesar de não ter vivido no local na época em que pedreira funcionava, teme a reativação do local. ''As pessoas que moravam aqui contam como era horrível os barulhos das explosões e os problemas que elas tinham com as rachaduras nas casas.''
Segundo o engenheiro e sócio-proprietário da CIB Mineração, Jaime Gomes, a reativação da pedreira deve gerar 80 empregos diretos e 800 indiretos. ''Antigamente eram utilizados explosivos que causavam transtorno. Hoje existem condições tecnológicas que viabilizam um trabalho com o mínimo de barulho possível'', explicou. Na próxima quinta-feira, representantes do Salvo e moradores da Zona Sul farão uma caminhada até a pedreira em mais uma forma de prostesto.


