Moradores relatam transformações
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terça-feira, 03 de janeiro de 2017
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 

Os moradores mais antigos dos bairros acabam se tornando testemunhas das transformações. Pelo timelapse do Google é possível ver como a zona norte da cidade se expandiu a uma velocidade espantosa. A dona de casa Araci Teresa Mendes, de 73 anos, reside no Conjunto Ruy Virmond Carnasciali, atrás do Estádio do Café, há 39 anos, e presenciou como tudo mudou na região desde a década de 80. "Aqui não tinha asfalto. Tinha ônibus, mas era difícil, porque tinha muito barro, muita lama", relembra. Ela conta que na época em que chegou ao bairro, o local abrigava o lixão da cidade e foi testemunha do surgimento de bairros inteiros.
Moradora da Avenida Perseverança, ela diz que se identifica com o nome da via. "Até hoje sou perseverante, pois só assim para conseguir alguma coisa na vida", afirma. Ela relata que tem saudade do silêncio do bairro daqueles tempos, porque na época não havia o autódromo. "Agora esse barulho não é brincadeira, não. Mas está bom, se eu ficar me incomodando com tudo, não sobrevivo", destaca.

No Parque Guanabara, o seleiro Márcio Pereira Rezende, mais conhecido como Dunga, de 52 anos, relembra do tempo em que a Avenida Madre Leônia Milito não era duplicada e se chamava Rua Quito. "Já havia um recuo prevendo essa duplicação. Aliás, hoje todo mundo fala que aqui é a Palhano, mas para a gente que é antigo na região a Palhano começava só depois da rodovia", relembra.
Ele conta que a Avenida Higienópolis terminava no Lago Igapó. "Até hoje não acredito no que aconteceu desse lado da cidade", relata. (V.O.)


