A instalação de um aterro sanitário para receber resíduos industriais de todo o Paraná em uma área de Ibiporã, na divisa com Londrina, está causando polêmica. Moradores do Limoeiro, bairro localizado na região leste de Londrina, encaminharam um abaixo assinado com mais de 500 nomes para a Promotoria do Meio Ambiente de Ibiporã pedindo providências contra o aterro. ''É lixo que virá do Paraná inteiro. É coisa pesada que vem aí'', disse o presidente da associação dos moradores do Limoeiro, Jair Ferro.
O terreno onde o aterro será construído já foi comprado pela empresa Momento Engenharia Ambiental. A área está localizada às margens do Rio Limoeiro, que desemboca no Tibagi. A proposta tem a aprovação da prefeitura de Ibiporã. Segundo informações do vice-prefeito, Alberto Bacarin, a empresa o procurou há mais de dois anos, quando ainda estava em período de campanha e, mesmo sem um compromisso assumido, realizou uma pesquisa de mercado para saber qual a viabilidade de instação de um aterro sanitário no local.
O diretor do Meio Ambiente de Ibiporã, Amaury Bianchini, afirmou que a prefeitura ''está batalhando para a vinda dessa empresa para a região''. Segundo ele, a Momento Engenharia Ambiental fará um aterro com tecnologia, que tratará de resíduos sólidos e também especiais como pilhas, lâmpadas fluorescente e resíduos industriais. ''Não é problema, é solução'', destacou. Ele observou que o aterro terá o fundo todo impermeabilizado e que o lençol freático não será atingido. ''O aterro de Ibiporã e mesmo o de Londrina não têm condições de tratar dos resíduos industriais'', justificou. E complementou: ''Nossa intenção é resolver as questões ambientais''.
O abaixo-assinado foi encaminhado também para a Promotoria do Meio Ambiente de Londrina, Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Londrina e Ibiporã, Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Prefeitura de Ibiporã. O chefe do IAP, Ney Paulo Pereira, informou que o órgão está fazendo o estudo de impacto ambiental, chamado EIA/Rima. ''O processo está bem no começo'', ponderou. Ele salientou que após o estudo será realizada uma audiência pública para informar a população.
A Folha não conseguiu falar com o responsável pela Momento Engenharia Ambiental. A empresa já possui um aterro deste tipo em Blumenau.

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