Moradores reivindicam rede de esgoto
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terça-feira, 01 de fevereiro de 2005
Chiara Papali<br> Reportagem Local 
O afundamento de uma fossa na frente de casa está tirando o sossego do comerciante José Edinaldo de Pádua, em Londrina. Morador do Jardim Nema Sayun (Zona Sul), ele não sabe mais o que fazer, até porque em todo o bairro há moradores na mesma situação sem rede de esgoto e sem ter como construir novas fossas.
O problema de Pádua começou há cerca de quatro anos quando ele construiu a casa no loteamento. Na época, constatou que o jardim na parte da frente do terreno era o único local onde poderia abrir a fossa. Mas, quando o buraco começou a ser feito, descobriu pedras a apenas 1,5 metro de profundidade. A solução foi construir uma fossa rasa, que tomou praticamente todo o jardim.
A situação se agravou há cerca de duas semanas, quando a fossa afundou depois de uma chuva forte. Desde então, o esgoto da casa está a céu aberto, com risco de vazar para a rua. ''A gente fica com medo de doenças e bichos, tenho mulher e filho'', reclamou. Ele contabilizou um gasto de pelo menos R$ 700,00 para retirar os entulhos da fossa antiga e construir uma nova.
Pádua disse que solicitou ajuda na prefeitura e na loteadora que vendeu os terrenos, a Pavibrás Empreendimentos Imobiliários S/C Ltda, e que não obteve resposta nenhuma. ''Quando comprei o terreno, em 1997, eles prometeram rede de esgoto um ano depois. Pretendo entrar com uma ação na Justiça pois me venderam uma coisa sem condição de uso'', afirmou.
Vizinhos do comerciante também enfrentam problemas semelhantes. Morador de três ruas abaixo da casa de Pádua, o técnico-administrativo Armando Boza Gonçalves, de 25 anos, também teve que fazer uma fossa rasa. ''Lá você vai cavando e vai minando água. A gente fica sem segurança, porque o terreno não absorve a água'', disse.
Sobre a rede de esgoto, a gerente da Pavibrás, Maria Carla dos Santos Silva, disse que a execução da obra não estava prevista em contrato e que o loteamento foi aprovado na prefeitura dessa maneira. Ela informou ainda que, ''por causa de muita reclamação'', a loteadora apresentou à Sanepar um projeto de rede de esgoto, ''que foi aprovado no último dia 30 de dezembro''.
O gerente metropolitano da Sanepar, Sérgio Bahls, confirmou a aprovação do projeto, mas informou que é necessário viabilizar recursos para a obra. ''A prefeitura teria que pedir prioridade de investimento na região'', disse, ressaltando que como o bairro fica num local rochoso também há dificuldade de instalar rede de esgoto.


