Cerca de 50 pessoas realizaram um protesto ontem pela manhã na Avenida Guilhermina Alahmann, principal via do Jardim Catuaí (Zona Norte de Londrina). Eles proibiram a passagem dos ônibus até que fosse garantido que a linha 406 Aquiles voltasse a passar por dentro do bairro. ''Há cerca de duas semanas eles tiraram essa linha que agora só passa no horário de pico, mas nós precisamos dela o dia todo'', garante o presidente da Associação de Moradores do bairro, Dorival Vitorelli.
A dona-de-casa Maria Bittencourt Lima, 46 anos, é uma das moradoras que reclamam da falta de ônibus. ''Eu preciso ir ao médico, tenho crianças pequenas, e fica muito distante para eu pegar o ônibus aqui na avenida. Para quem mora lá no fundo do bairro é longe'', justifica. Ela garante que diariamente tem andado mais de seis quarteirões cada vez que vai pegar o ônibus da linha 406.
O protesto dos moradores, que começou às 9 horas e terminou às 11 horas, depois que o coordenador de transportes da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Wilson de Jesus, esteve no local e garantiu que os ônibus da linha 406 voltariam a passar por dentro do bairro. ''Ficamos de marcar uma reunião para que eu possa apresentar os dados da pesquisa feita. Os moradores entenderam a situação e o movimento dos ônibus voltou ao normal'', esclareceu Jesus.
Ele esclareceu que uma pesquisa realizada pela CMTU apontou que não haveria necessidade da quantidade de carros que estavam disponibilizados nessa linha, uma vez que o bairro já é beneficiado com linha própria (417 - Jd. Catuaí). ''Quando a gente fala que o londrinense paga passagem pelo serviço que exige, isso fica claro em manifestações como esta. Não há por que disponibilizar mais uma linha o dia inteiro. Só no pico'', afirma.
Lesão Corporal - Enquanto o protesto acontecia numa ponta da avenida, na outra, uma tentativa de homicídio mobilizava a Polícia Militar, o Siate, e assustava os moradores do bairro. Um homem teria entrado numa residência com o braço ferido pedindo socorro. A dona da casa, Eliane Aparecida Bueno, estava com o irmão e o marido quando foi surpreendida pelo ferido. ''Ele não falou nada, abriu o portão e correu pro fundo da casa. Lá só pedia socorro'', detalhou.
Soldados da PM tentavam levantar informações sobre o crime, bem como a identidade do ferido. Versões de populares divergiam. Um menino de oito anos garantiu ter visto três homens, um deles armado, subindo a pé seguindo o ferido. Já outro morador, defendia que os dois homens estavam numa moto e um deles teria atirado. A vítima identificada posteriormente como André Cardoso, 23 anos foi socorrida pelo Siate e levado para o Hospital Universitário, onde foi submetido a uma cirurgia na tarde de ontem.

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