Moradores do Jardim Maria Celina (Zona Norte de Londrina) protestaram ontem contra a falta de cuidados da administração. Mato alto, falta de cobertura para os pontos de ônibus e a interrupção das obras da ponte que liga o bairro ao Jardim Barcelona são algumas das reclamações. Com faixa e frases de protesto pintadas no chão, eles se reuniram na Avenida Giocondo Maturi para reivindicar soluções às principais necessidades do bairro.
A empregada doméstica Roseli dos Santos Ramalho afirmou que a falta de roçagem atrai insetos e animais peçonhentos para as casas. ''Já fui picada por uma aranha'', contou. Segundo os moradores, o canteiro central da avenida foi roçado pela última vez em setembro de 2004. Na época, as crianças fizeram um campinho de futebol. ''O mato invadiu o campo. Agora, eles brincam na rua, onde correm risco de serem atropelados'', reclamou o autônomo Eduardo Cazellato.
Outra reivindicação é a construção da ponte, que facilitaria o acesso ao Centro e a Cambé, encurtando o trajeto em quatro quilômetros. O secretário municipal de Obras, Aluysio Crescentini de Freitas, informou que a obra chegou a ser iniciada, mas a empresa que venceu a concorrência não conseguiu dar conta do trabalho. ''Vamos rescindir o contrato na semana que vem e chamar a segunda colocada'', disse. A obra, orçada em R$ 300 mil, tem prazo de 120 dias para ser concluída.
Com relação ao mato, o diretor de Operações da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanismo (CMTU), João Verçosa, informou que repassará a reclamação, em caráter de urgência, à Visatec, responsável pela roçagem. Ele informou ainda que a prefeitura está levantando todas as pendências deixadas pela empresa para tomar as providências cabíveis. O prazo para a Visatec terminar a roçagem de locais públicos acabou no dia 12 de março. ''As chuvas de janeiro atrapalharam os trabalhos'', justificou. Verçosa se comprometeu, também, a pedir providências sobre a falta de cobertura dos pontos de ônibus à diretoria de transportes daCMTU.

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