Moradores reivindicam infraestrutura
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segunda-feira, 28 de outubro de 2002
Erika Zanon<br> Reportagem Local 
Tamarana Cerca de 100 moradores do bairro da Horta Comunitária, em Tamarana (62 km ao sul de Londrina), protestaram ontem de manhã, na rodovia Vitória Francovig. Eles reivindicam asfalto e saneamento básico no local. Além disso, os moradores querem ``mais atenção e respeito`` por parte do prefeito da cidade, Paulo Nakaoka (PSDB). Segundo eles, o prefeito prometeu as melhorias para o local, mas até agora não cumpriu.
``Nós já fizemos várias reuniões com o prefeito pedindo as melhorias que ele mesmo prometeu na campanha``, lembrou o presidente da associação do bairro, Célio Antônio da Silva. Ele falou que o bairro tem 15 anos e 180 famílias.
Eles também reivindicam um centro comunitário, um campo de futebol e um ponto de ônibus para abrigar as crianças enquanto esperam o transporte escolar. ``Ele também prometeu construir banheiros para as famílias carentes, mas até agora não fez nada``, reclamou Maria Alves Neto, moradora do bairro há dois anos.
Marinalva Marcondes disse que quando chove a água invade as propriedades e, às vezes, destrói tudo. ``Nem ambulância, nem carro de funerária conseguem entrar aqui quando chove``, enfatizou. Segundo ela, há alguns dias o caminhão de lixo da prefeitura caiu numa valeta do bairro.
O presidente da Associação adiantou que os moradores pretendem fazer uma reunião com o prefeito hoje. ``Se ele não nos receber, faremos o protesto na frente da prefeitura e fecharemos a rodovia``, falou Silva. Ele ainda ressaltou que tentou falar com o prefeito ontem de manhã, mas ele teria dito que não falaria com os ``pés de chinelo``.
O prefeito de Tamarana, Paulo Nakaoka, disse que já está fazendo um planejamento para resolver o problemas do bairro. No entanto não tem previsão de quando as obras terão início, pois precisa fazer a avaliação orçamentária. Nakaoka afirmou que não chamou os moradores de ``pés de chinelo``.
O protesto seguiu tranquilamente. O capitão, da 3 Companhia da Polícia Militar de Cambé, Fábio Luiz Rincoski, que fazia o policiamento do local, falou que o protesto estava organizado.


