Moradores reivindicam construção de ponte
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sábado, 05 de março de 2005
Herika Fondazzi<br> Reportagem Local 
Atravessar um caminho de terra de cerca de 350 metros no meio do mato ou optar pelo asfalto e fazer um desvio de quase dois quilômetros. Essas são as opções que moradores do Jardim Belo Horizonte e conjuntos Ernani Moura Lima e Armindo Guazzi, na Zona Leste de Londrina, têm para chegar até o Vale do Cedro. As regiões são separadas pelo Córrego Barreiro, que corta toda a região e não possui nenhuma rua ou ponte para facilitar sua travessia.
Na tentativa de resolver o problema, ontem pela manhã moradores se reuniram com autoridades às margens do córrego. O objetivo é pressionar a prefeitura para que uma ponte seja construída ligando as avenidas Nereu Mendes, no Vale do Cedro, e Máximo Garcia, no Jardim Belo Horizonte. ''Isso resolveria a situação de mais de três mil moradores que precisam atravessar o córrego todos os dias para trabalhar, estudar ou procurar serviços de saúde, uma vez que o Hospital Universitário fica de um lado e o posto de saúde do outro'', argumentou o morador do Belo Horizonte e responsável pela mobilização, João Batista Borges.
De acordo com ele, a passagem pelo mato, apesar de mais curta, é bastante perigosa e difícil. ''Quando chove fica muito barro e as pessoas não conseguem passar. Isso sem falar que a gente sempre encontra cobra pelo mato. Até um assassinato já aconteceu aqui há um ano'', afirmou. ''Tenho dois filhos de dez e 15 anos e sempre que eles precisam ir para o outro lado eu acompanho. Lá fica o HU e a casa lotérica, onde a gente paga as contas. Não acho seguro deixar os dois ir sozinhos'', comentou a dona de casa Sílvi Rodrigues da Silva, 34 anos, moradora do Belo Horizonte.
Segundo o vereador Tercílio Turini (PSDB), que esteve na visita, uma emenda no Orçamento deste ano já foi aprovada pela Câmara Municipal para incluir o projeto de construção da ponte e continuação das avenidas. ''Mas isso não significa que a obra aconteça. Por isso estamos aqui, para presionar a prefeitura a começar o trabalho'', disse. O engenheiro da Secretaria de Obras do município, Otávio Taccola, esteve no local para avaliar e determinar os custos e a necessidade da obra. ''Acredito que levaríamos quatro ou cinco meses na construção. O que precisamos ver agora é se a prefeitura tem o recurso necessário'', afirmou.
De acordo com Turini, seriam necessários R$ 800 mil para a continuação das avenidas e a construção da ponte. ''Mas se a prefeitura não tiver todo o dinheiro, aceitamos a construção de pelo menos, uma pista simples que passa sobre o córrego. Já ajudaria bastante'', garantiu.
Para a população, a solução deve vir com urgência. ''Moro aqui há um ano e quando eu comprei o meu terreno, me disseram que a prefeitura iria fazer a ponte. Estou até pensando em vender minha casa, porque assim está muito difícil'', reclamou a dona de casa Cenira dos Santos, 48 anos, moradora do Belo Horizonte.


