Moradores reivindicam conserto de aquecedores
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segunda-feira, 29 de julho de 2013
Celso Felizardo<br>Reportagem Local 
Arapongas As placas de aquecimento solar de pelo menos 100 das 405 casas populares do Programa "Minha Casa Minha Vida", no Residencial Araucária 1, em Arapongas (Região Metropolitana de Londrina), não resistiram ao frio intenso que chegou a 0° grau na cidade, na semana passada. O choque térmico fez com que os vidros explodissem. Por pouco os estilhaços não atingiram moradores. Depois de uma semana, eles reclamam que ninguém da Caixa Econômica Federal foi até ao bairro para trocar as placas danificadas.
A substituição do aparelho, usado para esquentar a água do banho, vai custar cerca de R$ 600. Sem aquecimento, a aposentada Sueli Gonçalves de Oliveira teve que improvisar os banhos até instalar o chuveiro elétrico, dois dias depois. "É um gasto extra com eletricidade que não estava previsto. Espero que o problema seja resolvido rápido para que não comprometa o orçamento", reivindicou.
Sueli contou que a explosão foi tão forte que pedaços de vidro foram lançados longe. "A sorte foi que fizemos um telhado sobre a garagem. Foi o que evitou que alguém fosse atingido."
A mesma situação aconteceu na casa da Naiara Correia Castorino. A avó dela, Eva de Andrade, caminhava perto da casa quando ouviu o estouro. "Por muito pouco não acertou minha avó. O susto foi muito grande", relatou Naiara. A água acumulada na placa invadiu a casa pelo forro de PVC e molhou vários móveis. "Tivemos que arrastar os eletrônicos, mas o sofá, por exemplo, ficou encharcado".
A auxiliar geral Rosângela Lopes contou que, além do problema com o aquecedor, a fiação da casa onde mora há 1 ano e 4 meses não suporta vários aparelhos ligados. "A energia costuma cair com frequência. Já perdi um liquidificador e duas panelas de arroz que queimaram por problemas de energia", lembra.
O operário Ademir Tomaz Oliveira também reclamou. "Estamos pagando em dia nossas prestações, então não podemos passar por todos estes problemas", lamentou. Os imóveis foram financiados pelo governo federal em até 10 anos com parcelas que variam de R$ 50 a R$ 120.
Chaves erradas
Se no Araucária 1 o problema é no sistema elétrico, no bairro vizinho, o Araucária 2, com 405 unidades inauguradas há um mês, os moradores reclamam principalmente da profundidade da fossa séptica. "No contrato consta quatro metros, mas o que nos entregaram não chega nem a metade", revelou o motorista José Valdinei Martins.
Profissionais cobram R$ 50 por metro de escavação. "Temos que fazer por nossa conta. Um vizinho estava retirando terra e o poste caiu em cima da casa. Estragou boa parte do telhado." Além da fossa, a casa de Martins foi entregue com chaves erradas e o alçapão do forro ainda não foi entregue. As casas do Araucária 2 não contam com aquecedores solares. Em vez do aparelho, os moradores ganharam piso de cerâmica em todos os cômodos.
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