Trinta moradores do assentamento Nossa Senhora Aparecida, na Zona Norte de Londrina, estiveram na sede da Companhia de Habitação de Londrina (Cohab), na manhã de ontem, para reivindicar a construção de casas populares prometidas pelo Município. Segundo os assentados, a falta de um endereço fixo é a principal causa de desemprego entre as famílias.
Moradora do assentamento há quatro anos, a diarista Rosimeire Pita Marassi, 33 anos, disse que não consegue trabalho há dois anos. ''A gente manda currículo, mas a pessoa vê o endereço, fala que vai ligar e não liga'', resumiu a moradora, que sobrevive com o marido e dois filhos numa casa de madeira.
O grupo foi recebido pelo presidente da Cohab, João Alberto Verçosa Silva, que explicou que os recursos para a construção de 293 casas já foram garantidos pelo Município. ''As casas serão construídas no fundo no Jardim Novo Horizonte e a obra prevê ainda a construção de um centro de convivência e de um barracão para atender os trabalhadores da reciclagem, além da melhoria de 200 casas do Jardim São Jorge'', detalhou.
Segundo ele, foi assinado um contrato com a Caixa Econômica Federal em dezembro de 2009 e a Cohab espera a liberação da documentação. ''Apresentamos toda a documentação necessária em janeiro e a Caixa tem até 3 de julho para dar uma resposta.''

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