Os moradores da Rua Guararapes, área central de Londrina, entraram com uma ação na 8 Vara Cível para tentar obter a declaração de nulidade do ato administrativo que gerou a mudança no trânsito da via. Em agosto do ano passado, a Guararapes passou a receber o fluxo de carros e ônibus que vão em direção à Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Segundo o advogado dos moradores, Carlos Henrique Schifer, a ação foi protocolada no dia 11 e a expectativa é que a decisão sobre o pedido de liminar saia esta semana. ''Nós anexamos uma fita de vídeo ao processo e também solicitamos ao juiz que faça uma inspeção judicial no local'', informou.
Schifer argumentou que na cidade os problemas são resolvidos de forma paliativa, nunca se busca uma solução definitiva. ''A mudança no trânsito foi temporária, quando a solução definitiva seria a duplicação da Humaitá'', afirmou.
De acordo com ele, a Guararapes passou a receber um fluxo de dois mil veículos (leves e pesados) diariamente, o que tem provocado o desgaste do asfalto, a rachadura nas paredes das casas, além do corte de árvores sadias e a poluição do Córrego Água Fresca. Para Schifer, a prefeitura apenas duplicou o problema. ''Agora, além do trânsito na Humaitá, levaram o problema também para a Guararapes.''
O advogado disse não entender como uma rua que liga ''nada a lugar nenhum'' pode receber diariamente um fluxo tão elevado de carros somente ônibus são 302. Ele informou que mesmo que a liminar seja negada a ação continua. ''Esse processo é um marco, daqui para frente tudo o que acontecer no local será de responsabilidade da CMTU (Companhia Municipal de Trânsito).''
O diretor da CMTU, Álvaro Grotti Júnior, disse que desconhece ações deste tipo. ''O Código de Trânsito diz que quem tem jurisdição sobre a via é o órgão gerenciador, no caso de Londrina é a CMTU'', afirmou. Segundo ele, as pessoas precisam entender que moram numa cidade de quase 500 mil habitantes e mudanças são necessárias.
Segundo Grotti, o ideal seria a duplicação da Humaitá, mas não há recurso para isso no momento. ''Enquanto esperamos a verba temos que tentar soluções para o problema.'' Ele disse que a mudança foi satisfatória e foram evitadas mortes na Humaitá. Ele informou que assim que forem citados pela Justiça irão se defender.

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