Moradores reclamam e prefeitura limpa 'lixão' em área particular
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quarta-feira, 12 de junho de 2002
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Moradores do bairro Abranches, região norte de Curitiba, estão aliviados com a intervenção da prefeitura em um terreno particular usado como deposito de lixo que há cerca de três meses começou a apresentar focos de incêndio, causando preocupação e mal-estar nos vizinhos da área. Os trabalhos de retirada do material tiveram início esta semana. Até ontem, foram removidos cerca de 2,4 mil metros cúbicos de resíduos de construção, terra e lixo do local, o que equivale a aproximadamente 3 mil toneladas.
O diretor de Pesquisa e Monitoramento da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Édison Reva, disse ontem que ainda não há previsão de quando os trabalhos estarão concluídos. O objetivo maior da intervenção, explicou, é acabar com os focos de incêndio. Depois disso é que a prefeitura decidirá se retira ou não o restante do material. Segundo estimativa do departamento de limpeza pública, perto de 30 mil metros cúbicos de entulhos estão acumulados no terreno.
De acordo com Reva, o aterro que estava sendo feito no terreno era irregular por se tratar de área de fundo de vale, por onde passa um afluente do Rio Barigui. A Secretaria de Meio Ambiente já havia indeferido o pedido de licença ambiental para o aterro. Como o proprietário da área, Edson Mello, contrariou a decisão foi notificado e multado em R$ 10 mil por danos ambientais, já que não foi capaz de recuperar o terreno. A intervenção da prefeitura na área foi assegurada por uma liminar concedida, em abril, pela juíza Josely Dittrich Ribas, da 2ª Vara de Fazenda Pública.
A aposentada Abigail Costa Raimundo disse que ficou satisfeita com a intervenção da prefeitura na área, apesar de criticar a demora para uma providência. Faz tempo que estamos aspirando esse mau cheiro, disse preocupada de que a fumaça seja tóxica, já que há todo tipo de material misturado no meio do entulho. Segundo ela, suas crises de bronquite asmática se agravaram depois que o incêndio começou.


