Moradores reclamam do trânsito
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segunda-feira, 07 de julho de 2008
Marta Ortega<BR>Reportagem Local 
Movimento de carros, motos, ônibus, caminhões, ciclistas e até de animais. Veículos sempre em alta velociddade, falta de sinalização adequada e pedestres expostos a riscos. Esta é a visão que se tem ao longo da Estrada dos Pioneiros, na Zona Leste de Londrina. Um trecho considerado perigoso pelos moradores da região que se arriscam todos os dias na travessia da estrada. À noite, na região do Conjunto Antares, o perigo aumenta porque a iluminação pública é precária.
A situação é mais crítica nos horários de rush. Atravessar a via nesses horários é uma aventura. ''É horrível para a gente conseguir atravessar aqui. A gente tem que ficar na estrada porque não tem calçada e muitos motoristas não respeitam'', critica a dona-de-casa Silvana Reize Leitzeke, que mora no Antares mas tem que levar e buscar o filho na creche que fica no Jardim Interlagos.
Moradora do bairro há oito anos, Neusa Barion afirma que a situação está ficando cada vez pior. ''Com a construção da universidade (Universidade Tecnológica Federal) e dos prédios o movimento aumentou ainda mais. Cresceu o número de carros e moradores, mas a estrutura da via ainda é a mesma'', reclama.
A moradora alega que já foi solicitada sinalização, mas até agora nada foi feito. ''É comum ouvir freadas de motos e carros porque os motoristas passam por aqui em alta velocidade'', afirma.
O marido da Neusa, o policial militar aposentado Aparecido José de Souza, afirmou que até tirar o carro da garagem se torna uma tarefa arriscada. ''O movimento de veículos é constante. Tenho que esperar os carros, faço uma manobra até metade da pista e depois, com muito cuidado, manobro até conseguir sair'', explica.
Maria Eunice Guimarães afirma que há 35 anos a situação é essa na região. ''Sempre foi assim, um movimento grande, mas agora é maior.'' Ela andava pela calçada com o neto Vinícius, sete anos, que analisava com a avó o melhor ponto para atravessar a rua. ''Ele já sabe que tem que tomar cuidado e acha que aqui é menos perigoso''.
Para o aposentado Ségio Rubens Barbosa, o mato que cresce no terreno ajuda a tirar ainda mais a visão de motoristas e pedestres. ''Agora deram uma roçada, mas tem dia que está muito alto e atrapalha a visão, além de ser perigoso'', observa.
À noite, a fraca iluminação e os faróis dos carros prejudicam a visão de pedestres e acidentes e atropelamentos têm sido frequentes, segundo os moradores. A última vítima foi o aposentado Nelson de Melo, 69. Ele foi atingido por um Gol enquanto tentava atravessar a pista, na altura do entroncamento com a Avenida Laranjeiras. O idoso teve traumatismo craniano. A fala de Aldelino Gomes, o motorista do veículo, clareia o que a pouca iluminação esconde: ''Quando vi já estava em cima dele e não deu mais tempo de nada.'' (Colaborou Luciano Augusto)


