Os moradores da Vila Portuguesa (área central de Londrina) e bairros próximos estão reivindicando melhorias para um dos únicos locais de lazer da região: o Centro Social Urbano (CSU), criado há 20 anos. Com as cercas de alambrado praticamente destruídas, quadras de futebol de salão em péssimo estado, brinquedos quebrados e mato por todo lado, o parque, situado em um fundo de vale, dá claros sinais de abandono.
O Centro abriga uma creche, um posto da Polícia Militar, o Posto de Saúde Ody Silveira, duas canchas, quatro campos de futebol, um parque infantil e escritório da Secretaria de Ação Social. Segundo o diretor-financeiro do Conselho Comunitário do CSU, Divaldo de Andrade, a manutenção do Centro seria responsabilidade da Secretaria de Ação Social. Ele diz que já foram feitas várias reivindicações para a revitalização da área, mas até hoje nada foi feito. ‘‘Em março de 96, nós procuramos a imprensa para reclamar da situação. Na época, a secretária interina da Ação Social, Marilis Garani, afirmou que os materiais para a reforma já estavam sendo comprados.
Paulo WolfgangOs brinquedos e outros equipamentos estão em condições precáriasEm outubro do ano passado, o Conselho Comunitário enviou um ofício ao assessor de esporte da Prefeitura, Paulo Vicente Viana, reivindicando melhorias e propondo inclusive uma parceria para a realização das obras, mas não houve resultado. A última tentativa foi há 20 dias, quando representantes do Conselho se reuniram com o presidente da Câmara de Vereadores, Renato Araújo. Este teria tentado intervir junto à Secretaria de Obras, mas mais uma vez nada foi conseguido.
Divaldo de Andrade afirma que nos fins de semana milhares de pessoas de toda a região frequentam o Centro Social, que também abriga, todos os anos, na Sexta-feira Santa, a encenação da Paixão de Cristo. ‘‘Moradores da vilas Casoni, Recreio, Iara, Jardim Progresso, Ideal e Santa Mônica, entre outros, utilizam os campos de futebol para jogar bola’’, exemplifica.
Ele lembra que de vez em quando a Autarquia Municipal Ambiente (AMA) realiza a limpeza do local, roçando o mato, mas só depois que os próprios moradores ligam pedindo. As reivindicações da comunidade, segundo Andrade, são a construção de ginásio de esporte (não existe nenhum na região), colocação de alambrados nos campos de futebol e em volta de todo o centro, além de contratação de seguranças. No ofício encaminhado ao assessor de esporte, também foi pedida a reforma dos vestiários e sanitários, que estão deteriorados.
Paulo WolfgangO mato toma conta de toda a área do Centro SocialA secretária de Ação Social, Marisa Goettel do Nascimento, afirma que os centros sociais são construídos pelo poder público, mas devem ser gerenciados em parceria com a comunidade. A manutenção, segundo ela, não é de responsabilidade de uma secretaria específica. ‘‘O poder público tem cumprido com a responsabilidade de manter serviços sociais ali dentro, que foram inclusive reivindicados pela comunidade’’, diz Marisa, referindo-se à Creche Branca de Neve (mantida pela Ação Social) e ao posto de saúde, que funcionam dentro do CSU.
Outra área pública bastante frequentada que tem demonstrado falta de manutenção é o parque infantil do Zerão (área central). Até ontem de manhã, três dos oito balanços estavam quebrados e as duas mesas, feitas de carretel de madeira, deterioradas. Segundo a assessoria de imprensa da AMA, órgão responsável pelos serviços, faz parte da rotina da Autarquia substituir os brinquedos quebrados paulatinamente, e com certeza providências seriam tomadas.Paulo WolfgangQueixaO Centro Social da Vila Portuguesa, criado há 20 anos e que atende a população de diversos bairros, necessita de melhoriasSilvana Leão

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