Moradores reclamam de sujeira deixada por caminhões de terra
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terça-feira, 25 de fevereiro de 1997
Da Redação 
Josoé de CarvalhoNa ruaCelso Oda e Júlio Arcini na avenida Santa Mônica: caminhões sujam a rua e põem em risco os pedestresMoradores do jardim Ideal, zona leste de Londrina, estão revoltados com a sujeira que caminhões de terra estão deixando na avenida Santa Mônica. Os caminhões, segundo eles, passam pelo local há pelo menos seis meses para aterrar uma pedreira desativada que fica na região.
Mas esses dias, com as chuvas, a situação piorou muito. Se em uma semana a prefeitura não der uma solução para o caso a gente vai fechar a avenida. Nem que for para comprar pneu velho para tocar fogo. Aí não vai passar mais nada mesmo, promete Celso Oda, que trabalha no local com comércio de carros usados.
Segundo ele, quando chove a rua vira puro barro; e quando faz sol ninguém aguenta a poeira. Já reclamei com a AMA (Autarquia Municipal do Ambiente) e disseram que iam tomar providências. Mas até agora nada, acusa Celso Oda. Faz 20 anos que eu moro aqui e, depois que asfaltou, essa é a primeira vez que a gente tem esse tipo de problema.
Além de sujar as ruas, os caminhões também estariam jogando entulho na rua Pingo DÁgua, onde ficava a favela Santa Inês. A rua - que cruza a avenida Santa Mônica - não tem pavimentação e a sujeira no local é muito grande.
Isso aqui era um sossego, uma tranquilidade. Agora a gente já até enjoou de brigar com a Prefeitura, confirma o comerciante Júlio Arcini. Ele lembra que, em função do barro, teve um motorista que perdeu o controle do veículo e chocou-se contra o poste - além de quedas com motociclistas.
Rapaz, não tem condições de colocar uma mercadoria na prateleira que já fica toda vermelha de barro. E a mulher também não pode lavar roupa e pôr para secar. A janela do quarto também tem que ficar fechada, apesar do calor, senão a poeira invade tudo, enumera Aparecido Nunes, comerciante e morador da avenida Santa Mônica.
Aparecido diz também que os motoristas dos caminhões costumam trafegar em alta velocidade, colocando em risco a vida de adultos e, principalmente, crianças. Eles não respeitam a gente, acusa.
O presidente da Autarquia Municipal do Ambiente, Nelson Kohatsu, informou ontem que não tem conhecimento da reclamação dos moradores do jardim Ideal. Estou estranhando a reclamação, mesmo porque nós já ativamos o telefone 156 para recebermos as reclamações. Segundo Kohatsu, foram montadas equipes que compõem o Grupo Especial de Operações (GEO) para atender esses tipos de reclamações, inclusive aos sábados, domingos e feriados.
Nelson Kohatsu também afirmou que irá destacar um fiscal para ir à avenida hoje para ver exatamente o que está acontecendo e, se for o caso, autuar a empresa que está fazendo o transporte da terra.


