Moradores reclamam de poluição em indústria
PUBLICAÇÃO
sábado, 24 de novembro de 2001
Sid Sauer<bR>De Campo Mourão 
Moradores do Lar Paraná estão reclamando que a reativação de uma indústria de óleo de caroço de algodão vem causando poluição aos vizinhos mais próximos. A reclamação é contra, principalmente, um pó preto que estaria saindo da indústria e chegando até as casas, causando sujeira e problemas respiratórios.
''Mesmo quem não tem problema de bronquite está sentindo falta de ar, principalmente à noite, quando a poluição aumenta'', disse a dona de casa Eudete Rodrigues Grafi.
A indústria de óleo da Algodoeira Limoeirense (Algolim) foi instalada em 1985 e chegou a ser interditada pela Justiça em 1993 por poluir o meio ambiente. A fábrica só voltou a funcionar em setembro deste ano, através de uma parceria com a Cooperativa Mista Agropecuária do Brasil (Coopermibra).
O chefe regional do IAP, Paulo Benedito Tanahaki, disse ontem que o órgão ainda não liberou a licença ambiental prévia para a indústria. A fábrica voltou a funcionar com um alvará provisório concedido pela prefeitura.
A promotora do Meio Ambiente, Lígia Camargo Grasso, também informou à Folha que até ontem não havia sido registrada nenhuma queixa contra a indústria no Ministério Público. Lígia lembrou que a liminar que interditou a fábrica foi derrubada no Tribunal de Justiça e que o MP definiu prazos para a indústria se adequar às normas ambientais. Na prefeitura, a informação é de que o alvará definitivo só será fornecido depois que a empresa provar que não há poluição.
A Folha não conseguiu falar ontem à tarde com o diretor da Coopermibra, Valdomiro Bognar. Segundo informações na cooperativa, ele estava viajando e era a única pessoa que poderia falar sobre o assunto.


