Moradores reclamam de mato em área pública
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segunda-feira, 08 de abril de 2002
Emerson DiasReportagem Local 
O matagal que tomou conta do terreno pertencente à Prefeitura de Londrina está irritando comerciantes e moradores do Parque das Indústrias Leves, zona leste. Um incêndio ocorrido na tarde de sexta-feira quase queimou uma indústria de tintas que fica perto do lote.
A área possui mais de cinco mil metros quadrados e fica na Rua Canário. Além do mato alto, foram encontrados móveis e colchões velhos, material de construção e principalmente pneus, que podem ser criadouros do mosquito transmissor da dengue.
A confirmação do descuido foi dada por vários comerciantes, entre eles Sérgio Angelo Bazo, 48 anos, que mantém a fábrica de tintas no bairro há 16 anos. Em todo esse tempo, vi apenas uma limpeza aqui: foi quando anunciaram a criação de uma incubadora no barracão ao lado, disse o comerciante, que já pagou a capina do local diversas vezes usando o dinheiro do bolso.
Além de oferecer riscos de incêncio e de ampliar a propagação de doenças, o matagal é usado como esconderijo por assaltantes e viciados em drogas. A prefeitura não cuida do matão e ainda deixa a rua sem luz. De que adianta pagar IPTU alto?, questionou o mecânico José Claudio Costa, 42 anos, que tem uma oficina ao lado do terreno, cujo imposto é de R$ 1,4 mil. Queremos limpeza e pavimentação. A gente até propôs pagar o asfalto.
A questão do asfalto foi levada à Secretaria de Obras. Segundo informações do Departamento de Pavimentação, não há qualquer previsão para asfaltar a via, porque todos os bairros estão passando por um levantamento onde serão avaliadas as prioridades. O relatório deve ser finalizado até o final do mês, possibilitando licitações e assinaturas de contratos antes do início de julho, pois a Justiça Eleitoral proíbe qualquer obra dentro dos três meses que antecedem a votação.
Sobre o matagal, o presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanismo (CMTU), Wilson Sella, garantiu que vai iniciar a limpeza nos próximos dias. Temos ordem de serviço para esta semana. Estamos aquardando somente a equipe que já está terminando a região do Lago Igapó e Zerão, informou Sella, lembrando que a empreita é formada por 15 homens roçando e 25 rastelando, além de três tratores e dois caminhões.


