Londrina – Quatro empresas contratadas pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) e equipes da Secretaria Municipal do Ambiente (Sema) tentam manter Londrina livre do mato alto. No entanto, moradores reclamam da demora na execução dos serviços. Unidades básicas de saúde, escolas municipais, praças, terrenos particulares e canteiros centrais de avenidas da cidade continuam com mato nos arredores.
Na UBS do Jardim do Sol, zona oeste, o mato na entrada principal e nos fundos do imóvel revela a falta de manutenção. Copos de plástico amassados e outros resíduos também estavam em meio ao mato. Para o motorista Bruno César Cornélio, que procurou atendimento no posto de saúde, o descuido pode aumentar os casos de dengue. "Tenho uma filha de dois meses e a gente se preocupa com isso. O engraçado é que dentro do posto tem uma placa ensinando como evitar a doença. A prefeitura tinha que cuidar mais desses locais", afirmou.
Desde janeiro, a Sema é responsável pela capina e roçagem nas escolas municipais e nos postos de saúde. O restante das áreas é de responsabilidade das empresas terceirizadas pela CMTU.
O secretário municipal do Ambiente, Cleuber Moraes Brito, informou que funcionários fizeram um levantamento dos pontos mais críticos e os serviços começaram a ser executados no dia 13 do mês passado. "Priorizamos as escolas e os prédios dos centros de atendimento da Secretaria Municipal de Assistência Social. Nas escolas conseguimos fazer a capina e roçagem em 80% dos locais", garantiu o secretário. Segundo ele, os trabalhos já foram concluídos na região leste.
Na Escola Municipal Moacyr Teixeira, no Conjunto Violim, zona norte, o mato ainda está presente entre o muro e as salas de aula. o secretário garantiu que todas as escolas receberão equipes de capina e roçagem até o final de fevereiro.
Conforme Brito, 16 funcionários de várias secretarias equipados com nove roçadeiras ficaram responsáveis pelos serviços em, aproximadamente, 110 escolas, 10 prédios da Secretaria de Assistência Social e 50 UBS. "O começo foi difícil por causa da altura do mato e da área total a ser roçada. A partir de agora será mais fácil garantir a manutenção", justificou. As ações têm o apoio das secretarias Municipais de Educação, Gestão Pública e Agricultura.
A partir da semana que vem, um trator mecanizado com roçadeira será utilizado nos serviços de capina e roçagem executados pela Sema. De acordo com o secretário, uma empresa teve a multa de R$ 30 mil convertida no empréstimo do maquinário. "Vamos converter o valor em hora máquina. A lei nos permite isso. O equipamento substitui o trabalho de seis funcionários e vai nos ajudar a agilizar os serviços", comentou.
O valor pago por hora para o uso da máquina não foi revelado. A empresa foi multada no ano passado por ter movimentado uma grande quantidade de terra sem a autorização da prefeitura. A expectativa é de que a secretaria seja estruturada nos próximos meses para realizar os trabalhos de manutenção.

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