Moradores reclamam de lixo em terreno no Centro
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segunda-feira, 24 de outubro de 2005
Silvana Leão<br> Reportagem Local 
Desde que uma antiga casa foi demolida ao lado do número 1.111, na Rua Santos (Área Central), o local transformou-se em depósito temporário de lixo reciclável. Isto não seria problema, não fosse por um detalhe: diariamente sobram no terreno outros tipos de lixo que não são recolhidos pelo caminhão da empresa contratada pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). Também há mato e restos de madeira no local.
A síndica de um dos prédios vizinhos, Leila Andrade, afirma que, com os restos de lixo, o terreno passou a receber bichos indesejáveis, como ratos, gambás e até cobra. ''Tem dia à tarde que, pouco antes do caminhão chegar para recolher, não dá nem para passar na calçada. Quando chove, então, é pior ainda.'' Segundo Leila, faz tempo que o terreno não é capinado. Ela diz ter feito a reclamação diversas vezes na CMTU, mas nenhuma providência foi tomada.
Os funcionários que recolhiam o material deixado pelos recicladores, ontem à tarde, afirmaram à reportagem que não se responsabilizam por outros tipos de lixo deixados no terreno. Entre os materiais que mais uma vez não entraram no caminhão de recicláveis estavam copinhos descartáveis, pedaços de isopor e galhos de árvores.
O coordenador de Coleta Seletiva da CMTU, João Paulo da Silva, informou que o terreno é particular e o material, segundo ele, é recolhido duas vezes por dia. ''As Ongs responsáveis pela coleta manipulam o lixo todo embalado. O problema é que estes locais acabam sendo utilizados também pelos catadores autônomos, que trabalham à noite e deixam por ali o material que não lhes interessa.'' Quanto ao mato e outros entulhos existentes no terreno, Silva esclareceu que trata-se de responsabilidade do proprietário. ''Se os vizinhos reinvidicarem a limpeza, a CMTU providencia e depois cobra do dono'', afirmou.


