Marcos NegriniAposentados e desempregados de Maringá dividem a praça com mendigos e desocupadosMoradores do Jardim Alvorada, bairro mais populoso de Maringá, estão revoltados com a ocupação da Praça Farroupilha por mendigos e desocupados. ‘‘Isso aqui tá pior que a praça Raposo Tavares’’, reclama o aposentado Nelson Feliciano Ferreira, se referindo à praça em frente à rodoviária de Maringá, onde existe uma grande concentração de mendigos, prostitutas e viciados em drogas.
Ele conta que nos últimos dois anos pelo menos a metade dos frequentadores da praça ‘‘sumiram’’ depois que os desocupados começaram a tomar conta do local. ‘‘Isso aqui já foi um cartão-postal e hoje a gente só vem pra cá de dia e em turma’’. Ferreira calcula que, em média, 60 aposentados e desempregados frequentam a praça todos os dias.
O motorista Gabriel Bento de Andrade, que vai sempre que pode na Farroupilha, diz que de 10 a 12 mendigos estão na praça todos os dias. ‘‘Eles respeitam a gente, mas quando bebem além da conta começam a brigar muito e pode até sobrar para quem está só passando’’, reclama. Andrade calcula que a ‘‘turma’’ bebe em média seis a 10 garrafas de pinga por dia. ‘‘Não sei de onde eles tiram o dinheiro’’, diz.
Segundo Andrade, um homem conhecido como ‘‘Bola’’ é o líder dos mendigos. ‘‘Todos os dias, sem exceção, o Bola bate em algém da turma, seja homem, mulher ou até criança. Sempre que tem confusão chamamos a polícia, que vem aqui esparrama todo mundo e vai embora. Em cinco minutos, a bagunça recomeça’’.
Para a operária Marilene Nunes dos Santos, que mora próximo à praça, apesar dos mendigos não agredirem as pessoas, sempre existe risco. ‘‘Cruzo a praça pelo menos quatro vezes por dia e só uma vez um mendigo correu atrás de mim, acho que só para me assustar’’. Ela acha que as entidades assistenciais deveriam recolher os desocupados da praça, e fazer um trabalho de recuperação com eles.

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