Moradores reclamam de infestação de carrapatos
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quarta-feira, 30 de abril de 2003
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Cambé O garoto Vinícius, de 11 anos, não tem mais nenhum lugar disponível para soltar pipas com os amigos no Conjunto Habitacional Waldomiro Moreira Gomes, em Cambé (13 km a oeste de Londrina), bairro mais conhecido como Cambé III que completa 21 anos em julho. Isso porque o pasto onde eles costumavam brincar está infestado por carrapatos. Boa parte da área é pública e está sendo ocupada por animais bois e cavalos pertencentes a particulares.
A preocupação do garoto com o ''bichinho'' soma-se a dos demais moradores, que depois de alguns anos enfrentando o problema dos animais, agora estão tendo que conviver também com seus parasitos: os carrapatos estão invadindo as residências mais próximas ao pasto.
Foi o que aconteceu, por exemplo, à dona de casa Diolinda Passarini. ''Moro no bairro há mais de dez anos, mas faz mais ou menos uns cinco meses que os carrapatos começaram a aparecer. Esses dias encontrei alguns dentro do quarto'', apontou. Os moradores disseram que já fizeram, inclusive, abaixo-assinado cobrando soluções mas até agora quase nada foi feito.
E não são apenas os humanos que estão sentindo as intensas coceiras provocadas pela picada dos carrapatos. Os cachorros também sofrem com a infestação. Tanto que os tradicionais passeios pelas ruas tranquilas do bairro estão cada vez mais raros.
No pasto que está servindo para criar vacas, cavalos e carrapatos, existem reservatórios de água que facilmente também podem se transformar em criadouros para o mosquito transmissor da dengue. Os moradores disseram que os reservatórios estavam esquecidos até bem pouco tempo. Ontem, porém, a reportagem constatou que eles haviam sido esvaziados. Apenas um continuava com água.
Aproveitando a ''visibilidade'' conquistada com o problema dos carrapatos, a presidente da associação que representa os moradores das 356 casas existentes do Cambé III, Terezinha Josefa Augusto da Silva, reclamou do estado de abandono do bairro.
A Casa Comunitária, iniciada há cerca de seis anos, não tem condições de ser usada pelos moradores e está sendo depredada por vândalos. As paredes e o telhado foram erguidos mas falta o acabamento e a fiação elétrica. ''Os moradores estão até dispostos a ajudar com mutirões'', garantiu Terezinha.
Além da falta de uma sede para os encontros da comunidade, as áreas de lazer também estão desgastadas e precisam de reformas. Os moradores pedem que o Município construa uma praça com área de lazer ao lado da quadra de esportes já existente.


