Os moradores do Jardim Universitário, na Zona Oeste de Londrina, dizem que estão cansados de pedir à Companhia Municipal de Trânsito Urbanização (CMTU) que melhore a sinalização no cruzamento da Avenida Castelo Branco com a Rua John Dalton, que dá acesso ao bairro. ''No domingo passado teve outro acidente ali e ninguém fez nada. Três carros bateram'', indigna-se o advogado Rubens Chiaroti.
Ex-presidente da associação do bairro, Chiaroti lembra que em outubro de 2003 protocolou na CMTU um pedido para avaliação da área, mas até hoje nada foi feito. ''O que eles poderiam fazer é algo semelhante ao que fizeram em frente à cervejaria que foi aberta do outro lado da ponte'', explica o advogado. Para ele, a solução definitiva só virá com a duplicação da Avenida Castelo Branco naquele trecho.
Porém, o diretor de trânsito da CMTU, Álvaro Grotti Júnior, defende-se dizendo que a única atitude que a Companhia pode tomar é pintar novamente a sinalização de rua. ''Não podemos fazer o mesmo desvio da cervejaria, pois não há espaço naquele local'', alega Grotti. O diretor admite que o cruzamento é perigoso, mas não consegue ver uma solução diferente da duplicação da via. ''Acredito que este ano não será possível. Mas, quem sabe conseguimos incluir a obra no orçamento municipal do próximo ano.''
Enquanto isso não acontece, o secretário municipal de Obras, Aloysio Crescentine de Freitas, explica que o bairro foi estruturado antes do plano diretor de 1998, que exige do loteador a pavimentação do local. ''Neste caso, a prefeitura faz o asfalto e depois repassa o valor para os proprietários dos lotes. Eles poderão pagar aos poucos'', afirma Freitas. Já o restante dos terrenos que ainda não foram loteados, o asfalto deve ficar por conta da empresa que venderá os lotes.
Segundo o representante de vendas, Gerson Baltazar, que possui um escritório bem no cruzamento, o maior problema são os congestionamentos que se formam em horários de picos. ''Como o carro que pretende entrar no bairro precisa esperar no meio da pista, ele segura o trânsito. Eu nunca vi acidente, mas muitas vezes ouvimos as freadas bruscas'', relata Baltazar.
A Avenida Castelo Branco dá acesso à Universidade Estadual de Londrina, portanto, os horários de maior fluxo são por volta de 8 da manhã, no almoço e no final da tarde. ''Na época do vestibular fica ainda pior'', recorda o representante de vendas. O advogado Chiaroti acredita que o número de acidentes só não é maior porque as pessoas são cautelosas.
De acordo com o comandante da Companhia de Trânsito (Ciatran), tenente Ricardo Eguedes, o local possui uma sinalização mínima e não é considerado tão crítico. ''Acidentes ocorrem, mas não são muitos. O que acontece é que no início do ano tem muitos calouros que ainda não conhecem o trajeto e demoram a se acostumar com os congestionamentos''.

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