Londrina - Após quatro anos de obras, a Prefeitura de Londrina e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit) oficializaram ontem a entrega da transposição da linha férrea no Jardim Nova Olinda, zona oeste. A cerimônia ocorreu em meio às reclamações dos moradores e dos motoristas que trafegavam pela Avenida Clarice de Lima Castro, que liga as regiões norte e oeste. Acima desta via foram construídos dois viadutos rodoviários para facilitar o tráfego nas ruas Tangânica e Oséias Furtoso, pistas que margeiam a linha do trem. No entanto, a sinalização está precária e os motoristas fazem a conversão sob pontos proibidos em frente ao condomínio de apartamentos Anselmo Vedoato.
O aposentado Fidelcino Paulo de Souza admitiu o erro ao cruzar a avenida passando por cima das faixas amarelas e dos "olhos de gato". "Os ônibus (do transporte coletivo) também fazem isso. Eu tenho que cruzar por aqui, não tem jeito. Falta muita coisa ainda para entregar essa obra", justificou. O auxiliar de serviços gerais Valdecir dos Santos também apontou as falhas. "É preciso colocar uma rotatória em frente ao residencial. Senão fica difícil para quem mora aqui", disse.
O diretor de Trânsito da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), major Arnaldo Sebastião, informou que equipes da CMTU e do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) visitaram as obras na última sexta-feira. Conforme Sebastião, serão feitas adequações na avenida já a partir desta semana. "Nós vamos fazer alterações por uma questão de segurança em alguns pontos. Vamos colocar prismas de concreto e fazer a separação da pista em razão da solicitação dos moradores. Também será feito um local próprio para conversão. Isso não havia sido contemplado no projeto original", explicou.
A alteração também prevê a implantação de um acesso diferenciado para quem trafega em direção à zona oeste, mas precisa retornar à zona norte. "Vamos fazer uma mudança para que eles saiam do meio da pista e aguardem fora para fazer a conversão para o condomínio, por exemplo", afirmou o diretor de Trânsito.
Por enquanto, a CMTU não prevê ações de fiscalização na avenida para coibir o excesso de velocidade, outra preocupação dos moradores. "Tem acidente direto por aqui. Virou pista de corrida. O nosso condomínio (Anselmo Vedoato) tem mais de 250 apartamentos, tem muita criança. Já fizemos muita reclamação na prefeitura e nada resolvido até agora", contou a dona de casa Patrícia Fernanda Silva.

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