Moradores reclamam de estrutura de UBS
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Marcos Roman <BR>Reportagem Local
Rachaduras nas paredes, goteiras e bolor no forro do teto, assoalho de madeira com piso solto, sala de espera que abriga menos de 10 pessoas e apenas um consultório médico adulto e outro pediátrico. Esse é o cenário da Unidade Básica de Saúde da Vila Fraternidade, Zona Leste de Londrina. A situação calamitosa do local foi alvo ontem de protesto de dezenas de usuários que pedem agilidade na construção de uma sede para o posto que há mais de 40 anos funciona no mesmo espaço.
''Isso aqui está uma vergonha. Esse posto de saúde é utilizado por cerca de oito mil pessoas que moram na Vila Fraternidade, Jardim Pindorama, Vila Casoni e diversos outros bairros vizinhos'', reclamou a dona de casa Marlene Oliveira, líder comunitária que organizou o protesto.
A insatisfação é grande entre a comunidade local. ''Quando chove, grande parte dos pacientes é obrigada a esperar na chuva do lado de fora porque não cabe todo mundo na sala de espera. E quem está do lado de dentro tem que ficar fugindo das goteiras que se formam em todas as salas do posto'', queixou-se a dona de casa Isilda Soares. ''Eu acompanhei a inauguração deste posto há mais de 40 anos e nunca houve ampliação deste espaço, embora toda a região tenha crescido muito nas últimas décadas.''
''O atendimento prestado pelos médicos e auxiliares de enfermagem do posto é execelente. Nossa insatisfação é com a estrutura física. Outro dia mesmo, estava chovendo e uma pessoa escorregou na escada que dá acesso ao posto e acabou se machucando'', destacou a aposentada Edna de Souza Martins. Além dos consultórios adulto e pediátrico a sede atual do posto de saúde conta com
salas de espera, curativo, inalação e reunião.
Marlene diz que desde 2008 a população está lutando pela construção de uma sede. ''Ficamos sabendo que houve uma liberação de verba de R$ 266 mil do Governo Federal e que esse dinheiro já foi disponibilizado para a prefeitura. Estamos pedindo agilidade no processo licitatório'', destacou.
Esse foi o segundo protesto por melhorias nas unidades básicas de saúde em Londrina esta semana. Na quarta-feira, moradores da Zona Sul abraçaram o posto de saúde do Jardim União da Vitória para cobrar do poder público aumento no número de médicos que atendem no local.
A reportagem tentou contato com o secretário municipal de Saúde, Márcio Nishida, e com o diretor executivo da pasta, Adilson Castro, mas ambos não foram localizados. A assessoria de comunicação da prefeitura informou que eles estavam em viagem à Brasília.