Moradores reclamam de depósito de lixo
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terça-feira, 24 de novembro de 1998
Áureo Nogueira 
O aterro da área entre o Conjunto São Lourenço e o Assentamento São Marcos, na zona sul de Londrina, está sendo usado como depósito de lixo, entulhos, utensílios domésticos, móveis inutilizados e até de animais mortos. A reclamação é dos moradores dos dois bairros, que fizeram uma vigília no local durante todo o dia de ontem.
De acordo com o presidente da Associação dos Moradores do Assentamento São Marcos, Marcos Aureliano Rodrugues, além dos próprios moradores do Conjunto São Lourenço, sobretudo dos que moram mais distantes do aterro, pessoas de outras áreas depositam lixo e entulhos no lugar. É inaceitável esse tipo de atitude. Precisamos criar meios de impedir essa prática, destaca o líder comunitário. Ele afirma que já solicitou uma solução para a Companhia Habitacional (Cohab-Ld), para a AMA (Autarquia do Meio Ambiente) e até para a Prefeitura. Até nos dispusemos a entrar com a mão-de-obra, se a Prefeitura, ou Cohab, ou AMA ceder a cerca. Infelizmente, até agora nada.
Os moradores dos dois bairros temem a proliferação de mosquitos, o mal cheiro e os riscos de doenças. Os que vivem no assentamento temem, ainda, o risco de deslizamento, pois o bairro fica num declive, a vários metros abaixo do aterro. Já ocorreu de uma pedra deslizar e atingir uma das primeiras casas. Por sorte não atingiu ninguém. Mas há grave risco de matar uma pessoa, alerta Marcos Rodrigues.
O presidente da associação de moradores reivindica, ainda, a passagem pelo assentamento do caminhão de coleta de lixo. Já providenciamos um local adequado para depositar o lixo. Agora precisamos que os caminhões da Ama, ou da Vega-Sopave (que também faz coleta de lixo) passe pelo bairro pelo menos uma vez por semana, detalha Rodrigues. Se os caminhões da AMA não conseguirem descer até o assentamento, precisamos estudar uma forma e solucionar o problema. O que não é aceitável é continuar como está.
Joaquim Augusto Guimarães, aposentado de 64 anos, mora na última casa da Rua Manoel da SIlva Sobrinho, no São Lourenço, e está indignado com a falta de providências. Ele ameaça não pagar a última parcela do IPTU. É inaceitável que a Prefeitura cobre impostos mas não retribua com melhorias, nem mesmo com a manutenção da limpeza, queixa-se o aposentado. Daqui a pouco vou ser obrigado a me identificar como morador do lixão do São Lourenço, ironiza.


