Moradores reclamam de demora nas indenizações
Rachaduras em casas, problemas na estrutura dos imóveis, poços artesianos secos e desnível no asfalto das estradas. Estes problemas ainda estão sendo vividos por algumas famílias que moram em casas construídas sobre a área de exploração de água do Aquífero Karst, em Colombo e Almirante Tamandaré, Região Metropolitana de Curitiba. Há mais de um ano, a Sanepar esteve visitando as famílias atingidas, verificando as rachaduras e se comprometendo a indenizar os moradores dos locais que, comprovadamente, tiveram prejuízos ocasionados com a exploração do Karst. Mas, segundo os moradores do bairro Águas Fervidas, em Colombo, muito pouco foi feito até agora.
O lavrador Leci Lazarotto, de 35 anos, disse que já não aguenta mais esperar pelas providências prometidas pela Sanepar. Ele está morando numa casa cuja estrutura está sendo amparada por um tronco de árvore. A Sanepar nos orientou a manter este pedaço de madeira aqui para evitar um desabamento, disse o lavrador. De acordo com Lazarotto, a família espera há dois anos uma solução para o problema. Duas portas da casa foram lacradas por causa do desnível do piso e, em muitos locais da parede, aparecem as rachaduras. Temos medo que elas possam aumentar, comentou.
Lazarotto disse que tem mantido contatos com a Sanepar, que sempre explica a mesma coisa. Eles dizem que vão fazer, mas que eu tenho que esperar a burocracia, afirmou. O lavrador salientou que irá esperar por mais um mês, se nada for feito, pretende entrar com uma ação na Justiça. Acho que todos sabem que a casa ficou comprometida depois da exploração do aquífero, complementou.
Enquanto alguns moradores ainda esperam uma solução da Sanepar, outros resolveram agir por conta própria. É o caso da dona de casa Ivete Fiorese, de 53 anos, que fez um mutirão para pintar e colocar massa corrida nas rachaduras. Tudo foi pago com dinheiro próprio. Resolvemos fazer sozinhos depois de esperar pela indenização da Sanepar por mais de um ano, disse ela. Ivete apenas tem um pouco de receio porque, segundo ela, as rachaduras estão voltando. Só espero que eu não tenha que conviver com os mesmos problemas de novo, contou. A dona de casa Denise Fiorese, de 26 anos, também está convivendo com os problemas de rachaduras dentro de casa.Mauro FrassonAzarIvete Fiorese colocou massa corrida nas rachaduras que surgiram em sua casa, mas problema voltouLuciana Pombo





