Moradores reclamam de demora em obra
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terça-feira, 06 de abril de 2004
Fábio Galão<br>Reportagem Local 
Moradores da Rua Caracas, no Parque Guanabara (Zona Sul de Londrina), estão revoltados com a demora na conclusão das obras de asfaltamento de um trecho da via que termina na Rua João Wiclif. Segundo eles, há um ano e dois meses a Royal-Oliveira Loteamentos e Incorporação iniciou trabalhos de adequação numa área entre dois terrenos no local prestando serviço a uma construtora.
Entretanto, as obras empacaram e a pista destruída, cheia de terra, tem trazido transtornos, como a poeira trazida pelo vento e a lama que escorre pela rua nos dias de chuva. ''Meus dois filhos, de quatro e dois anos, têm que fazer inalação duas vezes por dia. Começaram a ter problemas respiratórios por causa da poeira'', reclamou a dona de casa Valquíria Costa Kiataque. Os moradores também se queixam de que o impedimento do trecho cortou a ligação direta da Caracas com a João Wiclif.
Nas casas mais próximas às obras, alguns carros são cobertos com panos para não ficarem sujos o dia todo devido à poeira. A dona de casa Silvana Farias Navarro citou que outros inconvenientes são os altos gastos com água que os moradores têm para manter suas casas limpas e carros e ônibus que levantam poeira ao cortar caminho contornando a área. ''Ligamos para a prefeitura e nunca resolveram nada. Dizem que aqui é bairro nobre. Com essa sujeira, que nobreza é essa?'', criticou a também dona de casa Iracema Boszczwki.
O secretário municipal de Obras, Aloysio Crescentini de Freitas, informou que na verdade o trecho entre as ruas Caracas e João Wiclif nunca teve asfalto de fato o que havia antes no local era uma ligação provisória. Ontem, Freitas se reuniu com diretores da Royal-Oliveira e pediu que as obras fossem concluídas o mais rápido possível.
O diretor-administrativo da empresa, Antônio Roberto de Oliveira Júnior, explicou que os trabalhos no local atrasaram porque a loteadora estava aguardando autorizações e especificações técnicas de órgãos públicos para finalizar as benfeitorias: construção de galeria de águas pluviais, rede de esgoto, asfaltamento.
Ontem, segundo Oliveira, as obras foram retomadas. Ele estimou que o trecho deve estar asfaltado dentro de 15 dias e as demais obras devem ser concluídas em até quatro meses. Também argumentou que a empresa está dentro do prazo legal de dois anos para terminar o serviço.


