Moradores reclamam de coleta de lixo
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quinta-feira, 14 de junho de 2007
Silvana Leão<br> Reportagem Local 
Moradores do Conjunto São Lourenço (Zona Sul de Londrina) estão enfrentando problemas com a coleta de lixo no bairro. Eles denunciam que a empresa responsável pelo serviço, a Fossil Engenharia Ambiental, se recusa a recolher todo o resíduo de algumas residências. Como resultado, há famílias utilizando um terreno público localizado no bairro para o descarte do material.
A dona-de-casa Denise Estela Pereira contou que na última quarta-feira foram recolhidos apenas dois dos três sacos de lixo que deixou em frente a sua casa. O terceiro, cheio de folhas secas que recolheu na calçada, ficou para trás. ''Perguntei por que estavam deixando e eles (garis) disseram que não podem recolher mais de dois sacos. Depois alegaram que era porque tinha caco de vidros, mas é mentira'', disse Denise, mostrando a embalagem cheia de folhas secas.
Para o investigador de polícia aposentado Allex Silva, que mudou-se há cerca de três meses para o bairro, este tipo de comportamento da empresa está induzindo a população ao crime ambiental. ''Na medida em que eles deixam lixo sem recolher, forçam a população a desovar em qualquer lugar. Acaba virando um círculo vicioso, porque vamos fazer o que com o lixo?'', questiona. O terreno que vem sendo utilizado para descarte fica nos fundos da Escola Municipal Eugênio Brugin e faz a divisa entre o São Lourenço e o Jardim Franciscato.
O gerente operacional da Fossil, Mauri Ferreira da Silva, argumenta que contrato firmado entre empresa e município prevê a coleta de 200 litros de lixo por residência, em dias alternados. ''No caso desta residência lá do São Lourenço, recolhemos um pouco e dissemos que pegaríamos o resto no outro dia, mas a dona da casa não teve paciência para esperar.'' Segundo Silva, esta foi a primeira vez que houve o problema.
Segundo o diretor de Operações da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) Fábio Reali, as folhas recolhidas pelos moradores em frente suas casas têm que ser recolhidas pela empresa, já que a limpeza das ruas é de responsabilidade do município. ''Vou conversar com a Fossil e determinar que, nestes casos, o lixo seja recolhido.'' Ele esclareceu que o limite de 200 litros de lixo por residência está previsto na legislação ambiental, e que o excedente é responsabilidade do morador.
Reali informou ainda que locais que sirvam de ponto de descarga para os carroceiros estão sendo definidos. Hoje todo o material tem que ser descartado no Aterro Sanitário.


