Moradores reclamam de bueiro entupido
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quinta-feira, 08 de setembro de 2005
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
Chuva é sinônimo de dor de cabeça e trabalho para os moradores do Conjunto Novo Amparo (Zona Norte de Londrina). O problema é o entupimento de bueiros e extravasamento de esgoto, já que os encanamentos do bairro não são suficientes para suportar o volume de água e o acúmulo de lixo. Na semana passada, os próprios moradores colocaram a ''mão na massa'' e fizeram a limpeza de bocas-de-lobo.
As maiores dificuldades são registradas na Rua Eugênio Zemuner, a principal do bairro. Mesmo com a disposição para solucionar o problema, os moradores não poupam a Sanepar de críticas. Para o comerciante Ademir Chaves, 40 anos, um dos pioneiros do local, a solução é aumentar o tamanho das galerias pluviais e instalação nas ruas secundárias.
''A terra que desce de um barranco próximo nos dias de chuva também ajuda a entupir os bueiros'', revela Chaves. Ele afirmou que os moradores fizeram inúmeras solicitações à Sanepar, mas nunca tiveram os problemas resolvidos.
O gerente regional da Sanepar, Oscar Fernandes, alegou que os extravasamentos são provocados por ligações clandestinas e pelo mau uso do esgoto. Ele disse que material inadequado é dispensado pela rede, como fraldas e preservativos. ''A água da chuva vai para a galeria ou para a rua e não tem problema nenhum. O problema são as ligações clandestinas, que existem na cidade inteira'', disse. Chaves refutou a informação de que os extravasamentos seriam provocados por ligações clandestinas.
O gerente regional da Sanepar, Oscar Fernandes, ressaltou que a empresa mantém um esquema de visitas preventivas para coibir as ligações irregulares. Das cerca de 40 mil residências fiscalizadas, cerca de 20% apresentaram o problema. Nestes casos, o dono é notificado e tem prazo de 30 a 60 dias para regularizar a situação.
Para Fernandes, este trabalho preventivo é responsável pela diminuição do número de casos de extravasamento. As estatísticas são confirmadas por órgãos oficiais de proteção ao meio ambiente, que informam que a Sanepar não tem recebido autuações recentemente. ''A atuação da empresa melhorou muito nos últimos anos'', elogiou o gerente dos fiscais da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Luiz Campanhã Filho.
O chefe-regional do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Ney Paulo, comentou que até 2003 as multas contra a Sanepar eram mais constantes. ''A negligência era grande e as falhas, frequentes. Agora, assim que chegamos ao local, normalmente uma equipe da Sanepar já está lá'', comentou.


