Moradores do Conjunto Ernani Moura Lima (Zona Leste de Londrina) reinvidicam o cumprimento no prazo das obras de revitalização do fundo de vale do Córrego Barreiro. ''As obras começaram no dia 28 de novembro do ano passado e até agora só foi feita essa pista de pedrisco e gramado em um pedacinho do terreno'', reclama Geraldino Batista de Moura Lima, que junto com outros moradores da região, organizou um protesto no bairro, na manhã de ontem. De acordo com Lima, ainda estão previstos a terraplanagem do terreno, drenagem do córrego, plantação de árvores, colocação de grama e construção de espaços de socialização para a população.
A aposentada Marli Xavier desaprovou a ponte de madeira construída na pista de caminhada: ''Com essa demora na obra, com certeza vai ficar essa coisa horrível aqui sem uma mão de tinta.''
A assessora executiva da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, órgão responsável pela fiscalização da obra, Alice Aparecida Silva, explica que o atraso aconteceu em função da chuva do começo do ano e que a empresa vencedora da licitação para execução da revitalização pediu prorrogação do prazo. ''Foram concedidos mais 80 dias e ainda faltam dois meses deste novo prazo'', justifica.
Lima disse ainda que em março fez denúncias junto ao Ministério Público para que investigue o cumprimento de todas as cláusulas do contrato e também a utilização da verba liberada para a obra. ''Foram 240 mil destinados para o serviço, mas só está sendo utilizado cerca de 200 mil. E o restante?''
A assessora da Sema explica que, do dinheiro liberado, 200 mil são recursos do Ministério do Turismo e 40 mil são da contrapartida do município. ''Foram abertos dois editais, um para a execução da obra e outra para a educação ambiental - que agora é exigida neste tipo de ação -, com teto de 240 mil. Duas empresas que apresentaram menor orçamento venceram a licitação, então não vejo nada incomum neste processo''.

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