Moradores reclamam de acúmulo de lixo
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quinta-feira, 12 de maio de 2005
Camilla Rigi<br>Reportagem Local 
A cena se repete por vários pontos de Londrina entulhos, restos de construção e até móveis jogados nos fundos do vale. Porém, a reclamação mais constante entre moradores é com os órgãos públicos. ''Já liguei várias vezes para a Sema (Secretaria Municipal do Ambiente) e me disseram que não poderiam fazer nada'', conta a professora Patrícia Santos.
Moradora do Portal de Versales (Zona Oeste) há quatro anos, ela disse que desde que asfaltaram a Rua Armando Balarotti, há três anos, o fundo de vale do Ribeirão Cambé virou depósito de lixo. ''Já vi caminhões que despejavam entulho de construção lá'', relata. O comerciante Osni Lúcio também revela ter presenciado pessoas jogando lixo no vale.
Segundo o resposável setor de recursos hídricos das Sema, João Batista, o problema só será resolvido quando a população estiver consciente de que jogar lixo próximo aos rios é crime. Ele aconselha que o cidadão que presenciar o crime a ligar para a secretaria. Mas, admite que nem sempre pode executar a fiscalização com rapidez pela falta de pessoal.
Outro problema citado por Patrícia são os catadores de papel que reviram o entulho. ''O que não usam fica espalhado pela rua.'' De acordo com Batista, a implantação do projeto que prevê pontos estratégicos para que os catadores deixem o resto do lixo resolveria parte do problema. O projeto está sendo estudado pela Companhia Municipal de Trânsito Urbanização (CMTU).
O diretor de operações da CMTU, João Verçosa, afirma que a última capina foi realizada há dois meses. ''Se for preciso, voltamos ao local'', garante.


