Moradores reclamam de abandono
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terça-feira, 03 de dezembro de 2013
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 
Londrina - Os frequentadores do Parque Cabrinha, na zona norte de Londrina, reclamam das condições da área de lazer. Entre os problemas, eles apontam as pistas de caminhada enlameadas e sem pedriscos e com a base irregular, ponte com piso mal conservado e corrimão quebrado, bancos quebrados e brinquedos do parque infantil também em más condições. O fundo de vale do córrego Cabrinha fica entre as avenidas Saul Elkind e Curitiba e é um espaço muito frequentado, principalmente nos fins de semana.
A dona de casa Maria de Lourdes da Silva Bitencourt, de 52 anos, costuma ir ao local para pescar e relaxar. "Abandonaram de vez. Quando inauguraram, era tudo limpinho, os bancos estavam bem conservados e a pista de caminhada era boa. Mas agora está cada dia mais difícil frequentar", reclamou. Maria destacou que até para pescar está cada vez mais difícil, porque o mato alto impede os usuários de chegar até a margem do lago.
Outra dona de casa, Valquíria Teixeira Batista, de 49, disse que que chegou a ligar para a prefeitura para denunciar a situação do lago, que está cada vez mais poluído. Porém, ela explicou que não obteve sucesso. "A gente liga para um departamento, depois pedem para ligar para outro e, no final, não consegue falar com ninguém", reclamou.
O Parque Cabrinha foi inaugurado em 2004 e já está enfrentando um processo de assoreamento. O recuperador de pneus aposentado Giovani da Silva Batista, de 52, afirmou que se esse processo não for revertido, há o risco de se perder o lago também. "Aqui é o lugar em que o povo da zona norte mais passeia. Precisa ser valorizado também", destacou.
Lixo
Os moradores do entorno do fundo de vale Lagoa Dourada, na zona sul de Londrina, também reclamam das condições da área, que está com mato alto e acúmulo de lixo. A Lagoa Dourada fica entre as ruas Adriano Marino Gomes e Deputado Agnaldo Pereira e é a principal área de lazer para quem reside nos bairros Monte Belo, Conjunto João Batista Barros (Roseira), Nova Inglaterra, Jardim Lagoa Dourada e Jardim Neman Sahyun. De acordo com o vendedor Wanderson Boim, de 34, já faz um bom tempo que a prefeitura não realiza melhoria, reforma ou manutenção. "Aqui não tem como fazer nada de tão degradado que está", criticou.
Segundo a dona de casa Elisa Pereira Lopes, de 68, o local já foi muito bonito. "Eu moro aqui há 20 anos e na década de 1990 mandaram esvaziar a Lagoa Dourada com o intuito de realizar obras semelhantes às que foram feitas no Lago Igapó, mas as obras começaram e nunca foram concluídas", reclamou.
Ela destacou que recentemente a Lagoa voltou a ficar cheia de água, mas ao mesmo tempo foi tomada por taboas, que espalham um pó quando secam, e isso tem causado problemas de saúde nos moradores. A lagoa também está assoreada e a dona de casa levantou que a situação só não está mais grave porque capivaras circulam pelo local e acabam abrindo clareiras por entre as taboas. A altura do mato também é outro problema.
Segundo o comerciante Neonaldo Alves Pereira, de 59, a prefeitura não faz a capina, roçagem e limpeza do local há quatro meses. "Há dois anos eles colocaram luminárias para que a população fizesse caminhada no local, mas se eles não fazem a limpeza, não tem como usar", criticou. Ele destacou ainda que o mato alto serve de esconderijo para ladrões.
Limpeza
O diretor de Operações da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Gilmar Domingues Pereira, afirmou que ontem foi iniciado o serviço de capina, roçagem, limpeza e conservação do Parque Cabrinha, com exceção do lago. Ele informou que uma equipe da CMTU também fará um levantamento do mobiliário do Parque que necessita de manutenção, reforma ou substituição. "Até fim desta semana teremos o resultado desta avaliação e, a partir desses dados, veremos quais as providências deverão ser tomadas", garantiu.
Sobre a Lagoa Dourada, Pereira explicou que o cronograma prevê a realização dos serviços de capina, roçagem, limpeza em todo o fundo de vale em até 15 dias. O lago, porém, não será limpo. "Para serviços de limpeza do lago, precisamos de licença ambiental, mas ainda não conseguimos isso", explicou.


