Moradores reclamam da proliferação de lixões
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segunda-feira, 02 de agosto de 2004
Camilla Rigi<br>Reportagem Local 
A proliferação de lixões ao ar livre em Londrina é evidente. Segundo o coordenador de capina e roçagem da Companhia Municipal de Trânsito Urbanização (CMTU), Délcio Martins, já foram mapeados cerca de 30 pontos críticos que são limpos, no mínimo, uma vez por mês. ''Nós fazemos a parte operacional, mas quem fiscaliza estes locais é a Sema (Secretaria Municipal do Ambiente)'', explicou Martins.
Entre os pontos críticos estão a Avenida Salgado Filho, na parte lateral da pista do aeroporto, e a Rua Charles Lindemberg, atrás do Parque Arthur Thomas, ambos na Zona Sul. ''Moro na região há 10 meses e passo pelos dois locais todos os dias. É um cheiro horrível. Não sei se tem fossa ali, mas sei que o pessoal enterra muito aninal morto'', disse a secretária Anna Cristina dos Santos, de 37 anos. Ela acredita que deveria haver um vigilante nestes pontos.
A reportagem da Folha foi até as duas vias e constatou ''montanhas'' de lixo nestes locais. ''Moro aqui há sete meses e já encontrei aranha, cobra e barata'', disse a dona-de-casa Rosilene Gonçalves, de 20 anos, que reside atrás do Parque Athur Thomas. Ali, a reportagem encontrou mochilas velhas, um sofá queimado, além de muito material de construção e papel. ''A gente vê muitas carroças parando aí. Tem gente que joga lixo até do lado da minha casa'', afirmou Rosilene.
O gerente de fiscalização ambiental da Sema, Luiz Campanhã Filho, admitiu que há falta de pessoal para monitorar toda a cidade. ''Nós temos sete fiscais que fazem a ronda diária, mas o que acontece é que muitos carroceiros despejam o lixo, ou durante à noite ou quando o fiscal já foi embora'', explicou Campanhã. Ele acredita que falta consciência ambiental para estas pessoas que não sabem o mal que podem causar.
O gerente contou que quando a pessoa é pega no ato do despejo, dependendo da carga, pode ser multada em até R$ 1,2 mil. ''Se for pequena, pedimos para recolher e o advertimos, mas se for em área de preservação ou próximo a córregos, a multa pode ser bem maior e é determinada pelo secretário do Ambiente '', alertou Campanhã. Ele disse que a presidente da CMTU, Rosimeire Suzuki, estaria estudando a possibilidade de criar um área de despejo para minimizar o problema. A reportagem da Folha tentou contato com a presidente, mas ela não foi encontrada.


