Moradores querem trevo de Ibiporã fechado
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domingo, 24 de novembro de 2002
Chiara Papali<br> Reportagem Local 
Ibiporã Um grupo de moradores de Ibiporã (14 km a leste de Londrina) fez um abaixo-assinado para reivindicar que o fechamento do trevo de acesso a cidade, sentido Jataizinho-Londrina, na BR-369, não seja reaberto, como foi solicitado pela Associação Comercial. Há dez dias, o trevo foi fechado por causa da finalização do Contorno Norte de Ibiporã pela concessionária Econorte. Um dia após o fechamento começaram as reclamações de representantes do comércio, alegando que a entrada da cidade ficou difícil e o comércio seria prejudicado.
Para os moradores, principalmente da Avenida Prefeito Mário de Menezes, a reabertura do trevo significa risco de acidentes, falta de segurança e de tranquilidade por causa do tráfego constante de carros e caminhões. ''Os carros passam em alta velocidade, e também sofremos com o barulho e com a poluição. Estamos aguentando isso há 25 anos'', disse a comerciante Marta Casagrande, alegando que os vizinhos não querem que a avenida volte a ser uma rodovia. ''Por causa da trepidação dos caminhões, temos que trocar os vitrôs constantemente e as pessoas têm problemas de audição e no pulmão'', reclamou a aposentada Anita Del Fraro Nóbrega. Os moradores dizem que para o local ficar realmente tranquilo não poderia haver tráfego também no sentido Londrina-Jataizinho.
Ontem, o diretor da Associação Comercial de Ibiporã, Mohamad El Kadri, disse que a posição da entidade não é pelo retorno do tráfego de caminhões na avenida, mas ''pelo direito das pessoas escolherem se querem ou não entrar na cidade''. ''Com a abertura não quer dizer que todo mundo vai passar pela cidade, mas é importante que a pessoa tenha opção'', afirmou.
O prefeito de Ibiporã, Reinaldo Ribeirete (PSDB), defende o acesso a cidade de maneira ''aceitável''. ''Eles (Econorte) fecharam o trevo alegando que era uma zona perigosa e isolaram a cidade'', disse. Para o prefeito, quem estiver na estrada e for seguir para outra cidade não vai entrar em Ibiporã. Ribeirete acredita que a Econorte tem condições de resolver o problema, até porque no projeto original estava prevista a construção de um viaduto. Ontem, a Folha não localizou representantes da Econorte para comentar o assunto.


