Moradores querem transferência de academia ao ar livre
População afirma que equipamentos iriam beneficiar mais pessoas no jardim Paraná do que ao lado da Rodoviária, onde os equipamentos estão instalados
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 12 de setembro de 2019
População afirma que equipamentos iriam beneficiar mais pessoas no jardim Paraná do que ao lado da Rodoviária, onde os equipamentos estão instalados
Vitor Ogawa - Grupo Folha 

Um abaixo assinado com quase 300 nomes pede a transferência de uma academia ao ar livre da praça entre as ruas Potiguares e Amadeu Mortari (jardim Helena), localizada ao lado do Terminal Rodoviário de Londrina, para a praça Francisco Goibara Parra, entre as ruas Carijós, Araruana e Itaipu, no jardim Paraná (ambas na região central). Embora estejam localizadas a poucas quadras uma da outra, os signatários da petição reivindicam a mudança por uma série de motivos, como mais segurança e mais sombra na praça Francisco Parra, além da demanda ser maior.

Segundo Otávio Gianelli, o abaixo-assinado foi protocolado no gabinete da prefeitura em 18 de junho e na Fundação de Esportes de Londrina em 1º de julho. O presidente da FEL, Fernando Madureira, confirmou o parecer positivo para a transferência da academia, desde que os moradores solicitem na secretaria municipal de Obras a construção da base para mudar os equipamentos de lugar. “A gente não consegue mexer na academia se ele não cumprir o que falou, que é pedir a instalação da base”, apontou. Mesmo assim, Madureira disse ter encaminhado a demanda para a Obras.
Gianelli por sua vez, relata que tem enfrentado o que chama de “jogo de empurra”, sobre como viabilizar a construção da nova base na praça em questão. Um dos moradores do entorno da praça Francisco Parra é Luís Augusto Carneiro Barreiros, síndico de um condomínio. Segundo ele, os moradores do prédio são favoráveis para que a academia seja instalada por lá. Ele afirma que muitos deles se exercitam realizando caminhadas na praça, embora ali não haja calçadas ou pistas de caminhada, o que os obriga a andar na rua. Ele pede ainda uma reestruturação da praça, com implantação de bancos, mesas, pistas de caminhada e melhoria da iluminação do espaço. “Isso integraria mais os vizinhos. A praça está meio abandonada hoje”, acrescentou o supervisor de logística João Júnior.
A auxiliar de escritório Monique Cristina da Silva conta que a sua avó foi uma das signatárias do documento. “Ela faz caminhada de manhã e a mudança da academia para a praça em frente da casa dela possibilitaria que fizesse mais exercícios”, projetou. “A praça ao lado da Rodoviária não é arborizada, então tem muito sol. Ninguém aguenta fazer exercícios ali”, argumentou.
INSEGURANÇA
A reportagem foi ao local em que fica a academia ao ar livre ao lado da rodoviária e conversou com uma moradora da região, a dona de casa Júlia Kiyomi. Ela relatou que os moradores evitam utilizar a academia. “A gente não usa por insegurança." A vendedora Thalia Padilha trabalha em um shopping center na região e contou que até dá a volta para não passar pela academia. “Eu nem passo por ali por insegurança.”
Já o mototaxista Cláudio dos Santos não concorda com a mudança. "Eu não sei por que estão fazendo esse abaixo-assinado. Eu vejo o pessoal usando o equipamento, principalmente na parte da manhã. Ela tem que ficar onde está.”
NÚMEROS
Londrina possui quase cem academias ao ar livre, mas há falta de manutenção em muitas delas. Segundo Madureira, a FEL está elaborando uma licitação para realizar a manutenção de todas elas, mas ainda não há previsão de quando elas serão efetivamente consertadas.
Ele também afirma que não há previsão para a implantação de mais estruturas como essas na cidade. O custo da estrutura de cada uma delas está em torno de R$ 100 mil, incluindo equipamentos e base de concreto.


